sábado, 16 de janeiro de 2010

Mais uma noite de Insónias



Esta noite, em que sempre espero, vejo as estrelas do céu, procuro nelas um sinal do teu regresso, uma forma familiar, as asas duma borboleta, que se agitam no firmamento, ganhando vida. Não sei se este é um sonho que se evapora como o orvalho da manhã, sei apenas que quero que me leves a voar contigo, enquanto a noite, secretamente, nos une...

Rasgo o céu, cada vez mais escuro, sinto a bravura do mar salgado, com as lágrimas da tua distância, banhar-me de maresia o peito aberto. Sinto-me tremer, não sei se pela incerteza dos sentidos, se pelo frio que a tempestade aporta. Não quero querer, que apenas um instante tenha encerrado toda uma eternidade dentro de um olhar, mas sinto, que desabrochou em mim, uma nova mulher, que cresce, na solidão desta imensidão que nos separa, no silêncio das palavras que imagina e não pronuncia.

Talvez seja apenas mais um sonho, talvez, seja apenas mais um momento... de solidão.

Voltei a sonhar contigo, e no plural. Durante duas noites consecutivas levaste-me para mundos desconhecidos. Não consigo descrever a viagem, só sei que voávamos e eu sentia-me muito bem junto de ti. Acordo e semicerro os olhos como se acabasse de sentir um prazer súbito, mas ínfimo. Consigo sentir a tua presença mesmo que a tua ausência doa. Não é a espera que custa – e mais uma vez esta frase é tua – mas sim a certeza de que não vou ter a tua presença.  Apetece cantar aquela música da Maria Carey: “All I want for Christmas is you” e sentir que o inesperado pode  acontecer e que a magia do Natal deste ano seja diferente.