sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tomada de consciência.



Parti, sem que nunca houvesse chegado, e hoje percebo, no silêncio desta manhã, a saudade de algo que apenas pode ser sonhado, desejado e sentido.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Parabens meu Amigo...


Recebe estas asas para que a distância entre nós não aumente e, um dia, quem sabe possamos voar juntos.
Se livre e VOA...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Na outra face da lua...


Na outra face da LUA, onde apenas existe o NADA, na tentativa de te reencontar...

E voltar a ser EU!

...para sermos NÓS!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Falou-me de ti... a SAUDADE!


Nesta madrugada de silêncios…
Bateu-me a SAUDADE á porta e levou-me com ela…
Na procura das marcas de uns passos que um dia alguém deixou na estrada da minha vida…
Quando ansiosamente caminhava para mim!
As TUAS!
Mas não as encontrei…
Delas, apenas lembranças, recordações…
Sonhos de um ONTEM…
Que nunca te contei...
Apagaram-se com o TEMPO ...
Ficando apenas a SAUDADE,
esta que está comigo aqui agora……
Para me fazer SONHAR ……
E já que no SONHO as almas nunca mentem…
A minha gritará... …
NUNCA TE ESQUECI

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Voltas-te com a noite

Foste um poema deixado no ar… eu aqui, meia escondida, com a esperança de que um dia o teu coração me "olhe" de novo…e veja o poema de amor que escrevi para ti.


A noite chegou!
Veio falar-me de ti!
Do gosto perdido dos teus lábios!
Dos beijos de amor...que não provei!
Do calor do teu corpo que não possuí!
Do eco das tuas palavras que não ouvi
SÃO APENAS LEMBRANÇAS!...
SAUDADES de um SONHO que acabou ao raiar de um SOL!
DÓI!
...SE DÓI!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sem palavras...



É estranho o que sinto quando penso em ti.
Uma tristeza profunda, um sufoco, um vazio, uma eterna insatisfação…
Dói pensar em ti…
Fazes-me falta.
Não consigo escrever sobre o que sinto quando penso em ti, as palavras tem dificuldades em fluir…
Simplesmente não consigo, e isso destrói-me lentamente.

terça-feira, 26 de maio de 2009

O último Adeus

Meu querido,
Não te assustes, não te mexas, não fales…
Ninguém vai nos ver, fica onde estas…
Quero olhar para ti.
Temos a noite toda para nós e eu quero olhar para ti.
O teu corpo para mim, a tua pele, os teus lábios…
Fecha os olhos.
Ninguém nos pode ver…
Eu estou aqui do teu lado.
Sentes-me?
Quando eu te tocar pela primeira vez vai ser com os meus lábios, vais sentir o calor, mas não vais saber onde.
Talvez seja nos teus olhos…
Vou pressionar a boca nos teus olhos, e vais sentir o calor…
Agora abre os olhos, meu amado…
Olha para mim…
Os teus olhos poisados nos meus seios, os teus braços erguem-me e deixam-me escorregar a teu lado.
O meu choro fraco, o meu corpo tremendo…
Isto não acaba nunca, não vês?
Vais ficar a jogar para sempre a tua cabeça para traz e eu vou ficar a enxugar as minhas lágrimas eternamente.
Este momento tinha que ter acontecido…
Ele esta a acontecer…
E ele vai continuar agora e para sempre…
Não nos veremos mais…
Já fizemos o que tínhamos que fazer…
Acredita em mim, meu amor.
Fizemos isto para a eternidade.
Preserva a tua vida longe do meu alcance.E se te deixar mais feliz não hesites nem por um momento em esquecer esta mulher que diz sem nenhum traço de arrependimento, ADEUS.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ελένη (saudades de mim mesma)

Ela caminha com a sua beleza, que lembra uma noite estrelada e sem nuvens e tudo o que a sombra e a luz têm de mais belo se encontram nela e no seu olhar.Terno e suave esplendor que só a noite traz, que o ceu recusa à orgulhosa luz do dia.
Uma sombra a mais, um clarão a menos, roubariam um pouco dessa graça cuja loira cabeleira ondula a cada passo e muito da luz que emana da sua face: espelho de recordações vividas e serenas que reflectem a pureza e doçura da sua alma.
Uma sombra a mais, um raio a menos que ondula em cada caracol encaracolado...
Uma sombra a mais, um raio a menos teriam pela metade aplacado a sua beleza...
Era bela tanto na luz como na sombra...
Mais que beleza, nos seus olhos havia uma especie de poder...
πού είσαι Ελένη ? (where are you Helena)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Um dia...


Um dia pegas-me na mão e levas-me. Levas-me para lugar nenhum, levas-me sem destino. Levas-me contigo, só, sem mais nada. Um dia deixamos tudo e fugimos juntos. Um dia andamos, andamos, andamos por aí. E rimo-nos. Como se nada mais existisse além de nós e da nossa presença.
Um dia perdemos a timidez e dançamos no meio da rua, descalços e sem música. Dançamos ao nosso som; eu fecho os olhos e tu conduzes-me. E fazes-me rodopiar, em bicos de pés, para te acompanhar. E agarras-me. Um dia devoro-te as palavras. Um dia interrompo-te, para te dizer que gosto de ti. Noutro dia deixo-te falar e presto a máxima atenção; um dia vais para falar e eu calo-te com um beijo; noutro dia confundo-te com um beijo a meio de uma frase. Um dia deixo-te sem saberes o que dizer. Pelo lado bom.

Um dia ficamos à chuva, no jardim, parados, a sentir as gotas. Outro dia, ficamos à sombra a refrescar do sol quente. Um dia o mar será só nosso. E o céu. Um dia mergulhamos no mar de noite e voamos de dia.
Um dia enrolamo-nos com a areia nas ondas da praia ao sabor do vento, do sol e do sal. Um dia abraças-me e não largas. Um dia ficas comigo depois da hora de ir embora, e não vais. Um dia hás-de não ir embora, e ficar. Um dia as nossas chaves entrarão na mesma fechadura. E aí o que é teu será teu, o que é meu será meu, mas o que é nosso será junto. Um dia hás-de cumprir tudo o que prometeste: todos os locais e os momentos e o tempo e os beijos e a vida. Um dia serás como sempre quiseste ser.
Um dia dirás tudo o que deixaste por dizer. O que dizes não será só o que dizes, mas será o que fazes. E eu continuarei a ser tua, como sempre.

sábado, 11 de abril de 2009

Desejo...


Adormeço aguardando a chegada do teu espírito. Espero que o sonho me invada, me liberte das cruzes da vida. Aguardas o instante em que me abraças o corpo, acalentas a alma e me entregas as asas que me farão voar pelos céus azuis dum paraíso por nós inventado, e rendemo-nos ao desejo...

O roçar dos lábios... A língua no canto, passeando, explorando... As palavras suaves, serenas, tão cheias de amor. São momentos de êxtase... Que trago comigo, guardados, sentidos... O roçar, o apalpar, o gemer... O sussurrar no ouvido... a barba a roçar... o olhar no olhar... a vontade latente... explodindo em nos... querendo muito mais... explorando os momentos anteriores.. ao acto final.... Curtindo... sentindo... cada pedaço... cada gesto... um olhar... um molhar de lábios, um passear pelo corpo... uma paradinha aqui... outra ali, mais longa, demorada e subtil... Um sorriso nos lábios e no olhar... O calor do rosto, que subiu pelo corpo, e está pronto a explodir... O latejar vagaroso dos corpos se amando.. sem mais esperar...
Não sei se desejas a minha alma, nas exacta dimensão da eternidade dos tempos, também não sei se as minhas palavras são teu sustento. Sei apenas que me fazes falta, neste lugar sem tempo. Podia inventar uma formula secreta, segredo alquímico, para suspender o tempo, fazer duas horas parecem eternas, ou até uma semana passar num instante, mas, não perceberíamos a dimensão de todo este Universo, se tudo o que desejamos fazer acontecesse num passe de magia.

Sei, sei onde estás, onde me encontras e tocas, como se já o tivesses feito, te tivesse soprado ao ouvido os meus segredos. Sei como brilhas na noite escura, como tua luz irradia por todas as trevas, conheço o fundo do teu olhar, reflexo do teu passado, livro aberto de páginas por escrever, onde meus dedos repousam.
Sou como um anjo da guarda, que te sabe escutar as preces, como génio que na ponta dos dedos realiza teus desejos, ou uma simples mágica que na rapidez de movimentos cria as tuas próprias ilusões. Sinto que estás comigo, que nada é apenas e tão só ilusão, quando a fé nos transporta para lá daquele portão, entrada numa outra dimensão, onde somos pequenos deuses, ou magos que transformam a tristeza numa linda e singela flor. Sou pássaro livre, deitada ao Sol que te afaga as penas, sou pensamento aberto que se dissolve no vento.

terça-feira, 31 de março de 2009

Lágrimas Ocultas...

(...)
"E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!"
Florbela Espanca


O meu coração perdeu a voz
A dor dilacera a minha alma,
Mas empresto sorrisos...

quarta-feira, 25 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Musa inspiradora

Num sonho, dei-te o ultimo beijo, que não te dei, e hoje deixo-te as últimas palavras, que nunca te direi. Os meus versos nasciam do fundo de minha alma e só tinham sentido se eu contemplasse a minha musa. As palavras surgiam como toque de magia e eram tecidas como fios de linho. Aqueciam-me do frio angustiante da solidão do vento glacial e impetuoso da saudade e da chuva fria da tua ausência. Os desencontros da vida fizeram-me separar de ti e hoje está mais difícil conter as lágrimas e mais difícil entender os motivos que me levaram a ter essa mágoa que aperta o meu peito todas as vezes que me encontro a beira de um caminho desconhecido e sem saída.

Imagina minha musa inspiradora...

Imagina, e perdoa-me pelas falhas e pelos erros que me fizeram prisioneira das minhas próprias razões pelo resto dos meus dias.

Imagina...

Seduzis-te a minha alma e coração… com a sensibilidade natural do teu ser… laçando-me numa busca incessante…
Desejos inconfessáveis… fantasias extasiantes… que me impulsionaram numa viagem insólita, em busca de um sonho… de encontrar reflectido no teu olhar, não loucura, mas emoção… êxtase… que a alma, o coração e o corpo almejaram viver… Mesmo que apenas por uma noite… Mesmo que por breves momentos seduzis-te a minha alma… com versos… com palavras… que me causaram insónias esperando por ti… esperando que rompesses a escuridão com o teu brilho.
Seduzis-te a minha alma com mistérios e segredos… fazendo-me almejar encerrar em teus braços todos os segundos da minha vida. Meu ser seguiu nessa jornada numa busca… numa procura incessante… por terras e reinos distantes… através da terra, do céu e dos oceanos… através das tuas palavras, emoções e sentimentos, por um tesouro que floresceu na tua alma e coração. Por algo que insistentemente esperei encontrar… e que descubri em ti. De noite esperei a tua chegada ansiando saciar o desejo intenso, encerrado nos teus braços! Descobrindo o homem alem das palavras… dos desejos… Vivendo o homem que existe em ti…

***

Deixei-te sem nenhum arrependimento, porém já com uma saudade absurda pois sabia, no fundo da minha alma confusa, que depois desse tempo nada seria igual.

***

Sem a sua musa inspiradora o poeta produz pouco, quase nada... as palavras perdem-se no vento, vento esse que costuma sair de nós mesmos. Esperando que uma hora se achem as palavras caídas num passeio qualquer e dependendo do tempo que passou, o que parecia invisível tornar-se-á um tesouro inigualável, e talvez, impossível de se restaurar. Levo dentro de mim um pedaço teu, e nestas poucas palavras, indignas de sua musa, elevo-te ao panteão de minha alma…

***

Longe de ti, a minha inspiração esmoreceu e escrever o blogue deixou de fazer sentido…

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Antitese

Apesar da tristeza da partida, sinto-me feliz porque reatei uma velha amizade.
Amizade que julguei perdida para sempre. Sinto-me como se caminha-se nas nuvens, mas com o peso da magoa e da dor dos que ficam.
Todos temos várias missões na vida e a minha aqui chegou ao fim.
Mas terei sempre um enorme sorriso e uma palavra amiga para vos dar.
A minha despedida não é um adeus definitivo... preciso de tempo, vou sair pelo mundo!
vou viajar, estudar. Vou curar as feridas da alma...e também do coração...
Vou analisar o mundo, os astros. Mas levo todos vocês no meu coração.
Vou deixar a porta aberta (MSN) para quem quiser visitar-me e deixar o seu recado...
Onde quer que eu esteja e sempre que der eu passarei para vos visitar.
Sou errante...viajante do tempo, eu sou como o vento, apenas eu passo.
Se sentirem um leve aroma de jasmim...serei eu que estarei a chegar, para matar a minha saudade...dos amigos que aqui deixei!
Vou passar em vários lugares, vou cantar as vossas músicas, vou levar o meu vinho, vou rimar os meus versos, vou ouvir o meu coração, vou apreciar a natureza, vou observar a cor das flores, vou melhorar o meu visual, vou aos anjos agradecer...
Não é um adeus...È apenas uma partida. Na vida precisa-mos inovar novos caminhos...
E eu ainda sou uma mera aprendiza.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Inté....

Se por um instante Deus esquecesse de que somos uma marionete de pano e nos presenteasse com mais um pouco de vida ao vosso lado, possivelmente não diríamos tudo o que pensamos, mas definitivamente pensaríamos em tudo o que dissemos.
Por tanto, pensando no que dissemos, fizemos e sentimos, percebemos que os momentos de história que realizamos juntos foram mais grandiosos do que pequenos.
Trabalhamos, mas também rimos muito, e podemos dizer que se Deus nos concedesse mais um pouco de vida ao vosso lado, morreríamos de tanto rir.
Neste momento palavras perdem o sentido diante das lágrimas contidas na saudades que irei sentir, mas sorriso é o que vos demonstrarei nesse instante por ser o motivo deste até logo, a realização de mais uma vitória nas nossas vida.
Sempre há um amanhã e a vida nos dá sempre mais uma oportunidade para fazermos as coisas bem, e temos que aproveitar cada oportunidade, por isso sei que tenho que ir, mas ficarei torcendo pelo vosso sucesso hoje e sempre.
Que façam mais histórias maravilhosas, mágicas e intensas como foi a nossa.
Brevemente será a última vez que verei as pessoas com quem convivi e trabalhei, que ninguém fique triste perante uma despedida.
Uma despedida é, sempre, necessária para nos voltarmos a encontrar... e um reencontro, depois de um momento ou depois de toda uma vida, é algo inevitável, se formos amigos de verdade...
Cada vez que nos despedimos de alguém que nos é querido, faz-se noite no nosso coração e sempre que um reencontro acontece, de novo se faz dia; o Sol volta a brilhar como se essa pessoa fosse imprescindível para que haja diferença entre o dia e a noite...
É na agonia de uma despedida, quando forçosamente esse momento acontece, é nesse instante que percebemos a profundidade dos nossos sentimentos, o valor de uma amizade...
Se fossemos capazes de saber quando e onde uma despedida deixa de ser uma ausência e o vazio deixado pela partida é preenchido pela presença daquele que partiu, a despedida seria menos dolorosa... assimilaríamos a emoção da despedida, não como um fim mas sim, como o princípio do desejado reencontro...
Muitas pessoas já passaram pela minha vida e na minha vida... umas cruzaram-se comigo e nunca mais soube delas, ou porque a vida não nos permitiu estreitar laços ou porque simplesmente pouco se manifestou em comum para que de novo nos cruzássemos... outras há que (poucas, devo acrescentar), se o destino existe e partindo do princípio que cada um de nós tem o seu traçado, quis o dito que cruzassem a minha vida e na minha vida ficassem... Essas, são aquelas que muito mais que meros seres humanos com quem tive o privilégio de partilhar momentos, sentimentos, sorrisos e lágrimas... são aquelas que entraram no meu coração e aí permanecerão... são elas, os meus amigos...
Não me despeço dos meus amigos porque na realidade, ainda que na sua ausência física, eles estarão, eternamente, comigo... As recordações constroem um caminho que chega até ao meu coração e permitem-me que os sinta, aos meus amigos, sempre, muito perto de mim, mesmo que na realidade estejamos distantes...
Nunca deixo que as pessoas que me são queridas partam... levo-as comigo onde quer que vá, no meu pensamento...
Au revoir mes "amis"
Em homenagem aos momentos mágicos que passamos juntos e as personagens que deles fizeram parte... Marlene, Sérgio, Oliveira, Gato e Susana, Sandra, Almerinda, Hugo, Daniel (Toninho), Sara e ao Nuno.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Por falar eu assustei -te e perderte-ei? Mas se nunca falar eu me perderei e por me perder eu te perderia." (Clarice Lispector)
Que os mortos me ajudem a suportar o quase insuportável, já que de nada me valem os vivos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Só mais uma noite...

Escrever o blogue foi criar uma coisa que me impedisse de esquecer os pormenores do tempo que passamos juntos. Uma espécie de testemunho de que nos conhecemos mesmo. Que isto foi real, aconteceu.
Sempre me senti anormal, por não esquecer logo uma relação. As pessoas têm um caso, ou uma relação profunda, mas separam-se e esquecem-na. Seguem como se só tivessem mudado a marca dos cereais. Nunca me esqueci daqueles com quem estive. Cada pessoa tinha as suas qualidades específicas. Nunca se substitui ninguém. O que se perde, foi-se. Quando uma relação acaba sofro muito. Nunca me recomponho. Por isso tenho muito cuidado quando me entrego, pois dói muito. Até sexo fortuito não pratico, para não sentir a falta dos outros aspectos da pessoa. Vivo obcecada por pequenas coisas. Talvez seja louca, mas em miúda a minha baba disse que eu chegava sempre atrasada às aulas e um dia segui-me, para saber porquê. Pus-me a olhar para as laranjas que caiam das árvores e rebolavam no chão; ou para as formigas a atravessar a rua, a forma da sombra duma folha no tronco de uma arvore. Pequenas coisas. Com as pessoas é o mesmo. Noto em cada uma pormenores especificamente seus, que me comovem, deixam saudades e sempre deixarão. Não se substitui ninguém, cada um é a soma de pormenores belos e só seus. Por exemplo, gosto de evocar os teus olhos e o brilho que emanavam naquele baile de primavera e de lembrar quando me abraças-te para não cair. Recordo a sensação de segurança e protecção. Lembro-me da música e sinto a tua fragrância... Lembro-me disso e tive saudades.
Sou uma louca!!
***
Queres saber porque escrevo o estúpido blogue? Para um dia vires ter comigo e eu te perguntar, “por onde tens andado este tempo todo”. Escrevi-o em parte como forma de te encontrar. Mas não somos reais, pois não? Somos personagens do sonho de uma anciã. No leito de morte, a fantasiar sobre a juventude. Meus Deus, porque se cruzaram os nossos destinos se seguem trilhos diferentes? Só desejava …Desejava que nos tivéssemos cruzado mais cedo… A nossa vida teria sido diferente.
Acho mesmo…
Talvez acabássemos por nos odiar. Talvez só sirvamos para encontros breves, em cafés. Porque não fizemos as coisas certas de inicio? Porque? Talvez porque éramos novos e estúpidos. E ainda o seremos… Quando somos novos pensamos que há muita gente para amar. Só mais tarde percebemos que é raro acontecer. Estragamos tudo e é o desencontro. Mas acredito que tudo esta escrito. Que o Mundo é menos livre do que pensamos. Nas mesmas circunstâncias acontece sempre o mesmo. Duas partes de hidrogénio e uma de oxigénio dão sempre a água.
***
Estive a pensar e é melhor já não romantizar tanto as coisas. Sofri tanto o tempo todo. Tenho muitos sonhos, mas não de amor. Não me entristece, é assim. Dai a relação com alguém sempre ausente. É evidente que não sei lidar com o quotidiano duma relação. Passamos juntos horas excitantes, depois ele parte e tenho saudades, mas não morro por dentro. Quando tenho alguém sempre de roda, sufoco. Eu preciso amar e ser amada, mas quando acontece sinto logo náuseas. Sou muito difícil. Só estou feliz só. Até estar só é melhor que estar ao lado de um amante e sentir-me só. Não me é fácil ser romântica.
Começa-se assim, mas ao fim de vários desgostos esquecem-se as expectativas irrealistas e aceita-se o que se tem. Nem isto é verdade. Não tive assim tantos desgostos, tive foi muitas relações frouxas. Não eram maus, cuidaram de mim. Mas não havia uma real ligação emotiva, excitante. Pelo menos da minha parte.
***
Eu estava bem até começar a escrever o blogue. Levantou muita poeira assente. Fez-me lembrar como eu era romântica, como tinha tanta esperança. E agora é como se não acreditasse em nada que meta amor. Já não sinto nada por ninguém. De certa forma, gastei todo o meu romantismo naquela noite e nunca mais fui capaz de sentir o mesmo. Como se essa noite me tivessem roubado sentimentos. Declarei-tos e levaste-os contigo. Fiquei fria, sem capacidade de amar. Para mim realidade e amor são opostos.
***
É curioso, como todos os meus ex-namorados estão casados. Saem comigo, separamo-nos e eles casam-se. E telefonam a agradecer o tê-los ensinado a amar, a acarinhar e respeitar as mulheres! Só me apetece mata-los! Porque não me perguntaram? Responderia que não, mas deviam ter perguntado! Mas a culpa é minha, nunca achei nenhum deles o homem ideal, nunca! E o que significa homem ideal, o amor da nossa vida? Absurdo. A ideia de que só nos completamos com a outra pessoa é falsa. Não é?
Sofri vezes demais e depois recuperei. Por isso agora, nem a partida me esforço. Sei que não vai dar. Achas que não posso viver a vida evitando o sofrimento, à custa de …Mas isso é só conversa. Tenho que me afastar de ti. Eu não te consigo esquecer e é isso que me revolta! Foi a algum tempo e o instante perdido para sempre.
Não sei o que se passou, mas tinha que desabafar.
A minha vida amorosa é tão infeliz. Porto-me sempre como se não ligasse, mas por dentro vou secando. E seco porque estou dormente, não sinto dor nem excitação. Nem amargura. Eu não queria ser daquelas que se divorciam aos 52, desfeitas em lágrimas, confessando nunca terem amado o conjugue e sentindo que um aspirador lhes sugou a vida.
Eu queria uma vida em pleno.
***
E depois há os sonhos…Sonho que estou numa estação e tu não paras de passar de comboio, e passas e passas e passas e passas. E acordo encharcada em suor. Também tenho outro sonho, em que estas ao meu lado na cama, nu. Apetece-me desesperadamente tocar-te, mas recusas e viras a cara. E eu toco-te na mesma. No tornozelo. E a tua pele é tão macia que acordo a soluçar. E o meu namorado olha para mim e sinto-me a milhões de milhas dele. Sei que alguma coisa está errada que não posso continuar a viver assim. Que o amor tem de ser mais que um compromisso. Mas depois penso que terei desistido de todo o conceito romântico de amor. Que perdi todo o interesse por ele, no dia em que deixas-te de falar.Não é por ser incapaz de ter uma relação estável ou uma família, que desejo a todos a mesma solidão.
Mas gostava de fazer uma experiência, gostava que me abraçasses outra vez. Queria ver se ficava intacta ou se me desfazia em mil moléculas…
***
Sei a importância que tiveste nessa noite, só quero mais uma tentativa, só quero mais uma noite, mesmo que não pareça certo, foste muito mais importante do que qualquer outro que conheci. Mesmo hoje noutros braços o meu coração será teu até morrer.
Sinto que não deveria confidenciar-te isto.
***
A memória é uma maravilha quando não se tem um passado por resolver, porque a memória nunca se apaga.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Desconhecimento do EU

Sinto que já não sou o que um dia fui.
De sentir o que já senti
Experimento desejos que nunca pretendi e que desconhecia.
Vou onde nunca almejei ir e cobiço os frutos proibidos que ignorava.
Ando perdida nestas encruzilhadas que a vida me propõe...
Por vezes sigo mesmo o caminho errado, somente para me aperceber de que já não me é dada a oportunidade de trilhar o certo...
Não me reconheço nos meus novos sentimentos.
Sou uma estranha dentro de mim mesma.
Quando a vida me magoa deixo que a chuva se misture às minhas lágrimas e sigo em frente... sempre em frente...
E isso apavora-me...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Teu fogo, tua paixão...

Tudo podia nascer com um simples toque de lábios, um roçar de pernas e de mãos…
O corpo entrava em combustão e o fogo alastrava-se incendiando a boca, ganhando proporções loucas a medida que me beijavas.
Ao revelar o caminho da luxúria, mexia com os sonhos de prazer, libertava o som dos delírios, despertava desejos adormecidos, sacudia os sentidos e fazia-me enlouquecer, incendiando de vez o coração.
Depois, passada a fúria e controlada a loucura, deixavas-me seguir os teus passos, quedar-me nos teus braços e colocar no teu sorriso mais alegria, mais emoção.
Ser o teu fogo, a tua paixão...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O regresso....

De volta ao inferno.
Lembras-te quando descobris-te a verdade.
Eu nem queria acreditar, que finalmente tinha alguém com quem partilhar o meu “pequeno grande problema” – como lhe chamavas.
Desde esse dia passa-te a ser o meu anjo da guarda.
Davas-me a segurança, a estabilidade e a protecção que qualquer pessoa precisa para crescer emocionalmente de forma saudável. E acima de tudo davas-me o amor que não tive.
Prometes-te que jamais voltaria a passar pelo mesmo, e fizeste-me renascer das cinzas.
Mas não controlamos o futuro…
Apesar de garantires que o mesmo não me acontecesse depois de partires, tu sabes que aconteceu – eu não consigo voltar a entrar em tua casa.
É o que mais me doeu não foi a mágoa de não ser amada por ela, mas sim a felicidade que sentia ao dizer que agora eu já não tinha a tua protecção, quanto tempo iria eu conseguir aguentar.
Cada vez mais me convenço que isto só terminará com a destruição de uma.
Se tiver que ser eu faz com que seja rápido, e desta forma a máscara da bruxa má da floresta caia de uma vez por todas.
Estou cansada de ser a “branca de neve”.
Estou cansada de bruxas na minha vida.
Estou cansada de tanta maldade gratuita.
Acima de tudo estou cansada do meu silêncio, mas como se explica o inexplicável?
Tu viste…Tu conheces a minha realidade, o meu inferno…

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Obrigada, por me ajudares a brilhar....

Conta uma lenda que, certa vez, uma serpente começou a perseguir um pobre pirilampo.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir.
O pirilampo fugiu o primeiro dia, fugiu o segundo dia e nada da serpente desistir.
No terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:

- Posso fazer-te três perguntas?
- Não costumo abrir esses precedentes para ninguém, mas já que te vou devorar mesmo podes perguntar - disse a cobra.
- Pertenço a tua cadeia alimentar?
- Não - respondeu a cobra.
- Eu já te fiz algum mal?
- Não - continuou ela.
- Então, porque queres acabar comigo?
- Porque eu não suporto ver-te brilhar - disse, finalmente, a serpente.
***
Quantas vezes alguém já tentou apagar o nosso brilho só por inveja? A pessoa invejosa incomoda-se mais com sucesso alheio do que com seu próprio fracasso. Querer subir na vida não é errado, desde que o outro não seja usado como escada. O brilho do outro não deve atiçar a nossa inveja, mas servir-nos de estímulo.

Que piada teria o céu, se nele brilhasse apenas uma estrela?

***

Começou tudo novamente…
Releio as palavras que um dia deixas-te e elas dão-me novamente forças para mais uma batalha.
E brilho, e brilho, e brilho...
Obrigada M.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eu estou aqui, tu estás aí, nós estamos lá!

Nas palavras que te vou deixando, envoltas em sentidos, ofereço-te os sons, o toque, e os olhares que, apesar de não veres, sempre se cruzam em cada letra escrita, em cada frase sentida, a cada música não tocada.
Sabes, a magia que os sentimentos encerram, pode, deve, ser desenhada de todas as formas possíveis, só assim conseguimos atingir a plenitude, só assim conseguimos sentir. Neste espaço escuro, onde periodicamente espalho os meus sentimentos, encontrar-me-ás sempre que a tua alma precise beber nas letras de uma simples palavra, o sentimento que nenhum toque, olhar ou som te consiga dar. Quem sabe, nesse momento, não descobrirás a chave que abre uma nova dimensão.
...

Espera-me, não te afastes, tenho medo de perder a luz. Assusta-me aquela escuridão onde me encontraste. A chuva fria, escorre-me pelo corpo, o vento intenso, fustiga-me até tocar a alma, desprotegida da tua presença mágica. Vem aí a noite, e as nuvens da tormenta agigantam-se no horizonte.

...

Partiste, foste pousar em outras dimensões, procurar aquilo que julgaste não encontrar aqui. Que o vento te seja favorável nessa viagem.

...

Deixo à solta os sentidos, para que toquem os corpos dos que aqui vêm visitar-me, despertando-lhes as almas para a dimensão deste lugar. Aqui, onde o Sol nasce juntamente com a Lua e o dia coexiste com a noite. Nesta ambiguidade prazeirosa, os textos ganham forma de gaivotas que rasgam o azul, com laivos brancos.
...

Por aqui me perco, e me deixo ficar sempre que a vida lá fora me comprime, me empurra e me angustia. Este é o lugar secreto, onde me encontraras sempre que não souberes de mim.
Aqui vive a alma que não vês mas sentes, aqui, nesta quimera reprimida.
...

Será possível que me esteja a enganar tanto...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Deixo acesa uma vela...

A mulher que perde a alma durante a sua entrega à noite.
O corpo vazio e inerte, descansa aqui, a alma que é o seu ser procura aí, entre a escuridão da tempestade, segurar-te a mão...
Deixo acesa uma vela...
Por cada palavra que vier a nascer nos corredores das tuas mãos.
E leio o caminho entre as linhas que se desenham em espirais vivas sobre a pele.
Fecho a mão sobre o beijo aguardado que nasce do primeiro encontro oculto atrás das sombras da noite e do tempo, e que se reacende a cada batida do coração.
Deixo acesa uma vela...
Apesar das palavras que te nascem viverem do brilho da lua como reflexos do que te quero dizer.
E só uma vida inteira nunca será suficiente para isso acontecer.
...

Eu sei que estou errada, mas não sei ser diferente....

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um Único Beijo

Eu não consigo mais, acabou.

Já não tenho forças para disfarçar que está tudo bem, que não se passa nada. Estou cansada de te amar. Estou cansada da tua indiferença. Canso-me de te ver passar ao longe quando o que quero é ter-te aqui comigo, ao pé de mim. Estou cansada de te querer tanto, de não conseguir desligar a ficha e partir para outra. Cansada de mim e do meu espírito de luta, da minha entrega, do meu querer. Cansada de olhar para ti, de esperar que me chames, que me telefones de repente e sem aviso, pondo-me de pernas para o ar, de coração em sobressalto, de alma cansada de vida vazia. Cansei de tentar te entende, pois quanto mais eu tento, menos eu compreendo. Cansei de esconder os meus sentimentos, por não saber se também sentes o mesmo. Se ao menos tivesse a certeza do que sentes. Tenho alturas em que penso que também me desejas, que queres estar comigo. Mas nunca tomas-te uma atitude. Cansei de me sentir sozinha. Começa a ser ridículo. Estou exausta! Estou esgotada! Estou cansada de dar, vazia da procura. Sou navegante da solidão, sobrevivente do desânimo, Possuidora da vontade e da esperança na busca da minha verdade, Enquanto espero o nada que acaba por ser tudo.
Um beijo…
E tudo mudaria…Meus pensamentos não sossegam. Meus desejos só aumentam...
Por um beijo.
Estou enlouquecendo...
Por Um Único Beijo...
Cheio de paixão e desejo, Repleto de sonhos e de segredos.
Quero um único beijo...
Molhado e quente, Tão diferente, Explosivo como um vulcão!
Quero um único beijo...
Que absorva minh'alma, Que dissolva minhas defesas.
E me torne escrava desse amor!
Quero um único beijo...
E me tornar eterna nesse momento, Invadida desse sentido sem par.
Quero um único beijo...
Para nos tornarmos um só...
Quero um único beijo...
Um único beijo verdadeiro de amor.
Um pequeno momento, de pura magia, pode nos comover. Ainda é possível acreditar que uma emoção inesperada pode resgatar nossa fé: Nem tudo está dominado.
Um beijo só.
E ai sim, terei a certeza…
Um beijo só e é o que basta para detonar uma bomba atómica:
O sentimento...

Afinal amo-te

Nada mais importa quando a luz da tua alma faz da minha Noite dia, quando o brilho dos teus olhos pinta o meu céu negro.
Não importa os corpos que tive…
Não importa os séculos que vivi, as noites em que não dormi, a saudade que senti.
Nada importa quando teu corpo aporta o meu.
Amar com a pureza cristalina da água, sentir com a suavidade da seda, é mais que tudo aquilo que possa ter sido, e, se até este instante não sabia interpretar o sentir, daqui por diante não saberei mais o que é não amar assim.
As essências de ti penetram-me os sentidos e o meu corpo estremece ao receber-te em mim.
Quero saber, o perfume da tua boca, o sabor da tua pele, o toque do teu olhar em mim.
Quero sentir a emoção do teu abraço, apertado, das palavras que em silêncio nos dizemos.
Quero provar o teu corpo, vibrar em ti, e olhar o gosto do prazer transbordar de teu olhar.
Afinal a alma conduz-nos e a minha alma leva-me a ti.
Afinal o amor comanda-nos e o meu coração palpita em teu peito.
Afinal... Amo-te!

A insónia inspira-me. Em vez de dormir e apenas sonhar, estou aqui acordada escrevendo os meus sonhos, tornando-os imortais.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Taim i' ngra leat

Quando adormeço na Noite sei que desperto na verdade para a forma mais real e possível de ti. Contudo, mesmo sem o manto protector da Noite as estrelas e a lua estão nos céus.
Não se vêem, mas estão lá.
Como tu.
Tu és a minha constante que te espera e recebe como a terra seca recebe a água.
E quando desces em mim nasce nova vida, nova alma antiga dos teus braços.
Mas tu és as palavras e mais do que elas próprias és o corpo e a alma que as usa como fio condutor que finalmente chega até mim depois de eternidades de espera.
Mais do que palavras és a parte de mim reencontrada que atravessa o vazio do silêncio e da escuridão dos sentimentos.
Mais do que palavras e a beleza delas és tudo o que quero.
Estamos libertos desta caixa do Tempo e do Espaço.
Somos mais que as palavras,
Acredita!!
E seremos tudo o que quisermos.
Para além dos desejos asfixiantes...
Eu espero-te...
Na esperança de que esse dia não seja tarde de mais.