quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Deixo acesa uma vela...

A mulher que perde a alma durante a sua entrega à noite.
O corpo vazio e inerte, descansa aqui, a alma que é o seu ser procura aí, entre a escuridão da tempestade, segurar-te a mão...
Deixo acesa uma vela...
Por cada palavra que vier a nascer nos corredores das tuas mãos.
E leio o caminho entre as linhas que se desenham em espirais vivas sobre a pele.
Fecho a mão sobre o beijo aguardado que nasce do primeiro encontro oculto atrás das sombras da noite e do tempo, e que se reacende a cada batida do coração.
Deixo acesa uma vela...
Apesar das palavras que te nascem viverem do brilho da lua como reflexos do que te quero dizer.
E só uma vida inteira nunca será suficiente para isso acontecer.
...

Eu sei que estou errada, mas não sei ser diferente....

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