terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Antitese

Apesar da tristeza da partida, sinto-me feliz porque reatei uma velha amizade.
Amizade que julguei perdida para sempre. Sinto-me como se caminha-se nas nuvens, mas com o peso da magoa e da dor dos que ficam.
Todos temos várias missões na vida e a minha aqui chegou ao fim.
Mas terei sempre um enorme sorriso e uma palavra amiga para vos dar.
A minha despedida não é um adeus definitivo... preciso de tempo, vou sair pelo mundo!
vou viajar, estudar. Vou curar as feridas da alma...e também do coração...
Vou analisar o mundo, os astros. Mas levo todos vocês no meu coração.
Vou deixar a porta aberta (MSN) para quem quiser visitar-me e deixar o seu recado...
Onde quer que eu esteja e sempre que der eu passarei para vos visitar.
Sou errante...viajante do tempo, eu sou como o vento, apenas eu passo.
Se sentirem um leve aroma de jasmim...serei eu que estarei a chegar, para matar a minha saudade...dos amigos que aqui deixei!
Vou passar em vários lugares, vou cantar as vossas músicas, vou levar o meu vinho, vou rimar os meus versos, vou ouvir o meu coração, vou apreciar a natureza, vou observar a cor das flores, vou melhorar o meu visual, vou aos anjos agradecer...
Não é um adeus...È apenas uma partida. Na vida precisa-mos inovar novos caminhos...
E eu ainda sou uma mera aprendiza.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Inté....

Se por um instante Deus esquecesse de que somos uma marionete de pano e nos presenteasse com mais um pouco de vida ao vosso lado, possivelmente não diríamos tudo o que pensamos, mas definitivamente pensaríamos em tudo o que dissemos.
Por tanto, pensando no que dissemos, fizemos e sentimos, percebemos que os momentos de história que realizamos juntos foram mais grandiosos do que pequenos.
Trabalhamos, mas também rimos muito, e podemos dizer que se Deus nos concedesse mais um pouco de vida ao vosso lado, morreríamos de tanto rir.
Neste momento palavras perdem o sentido diante das lágrimas contidas na saudades que irei sentir, mas sorriso é o que vos demonstrarei nesse instante por ser o motivo deste até logo, a realização de mais uma vitória nas nossas vida.
Sempre há um amanhã e a vida nos dá sempre mais uma oportunidade para fazermos as coisas bem, e temos que aproveitar cada oportunidade, por isso sei que tenho que ir, mas ficarei torcendo pelo vosso sucesso hoje e sempre.
Que façam mais histórias maravilhosas, mágicas e intensas como foi a nossa.
Brevemente será a última vez que verei as pessoas com quem convivi e trabalhei, que ninguém fique triste perante uma despedida.
Uma despedida é, sempre, necessária para nos voltarmos a encontrar... e um reencontro, depois de um momento ou depois de toda uma vida, é algo inevitável, se formos amigos de verdade...
Cada vez que nos despedimos de alguém que nos é querido, faz-se noite no nosso coração e sempre que um reencontro acontece, de novo se faz dia; o Sol volta a brilhar como se essa pessoa fosse imprescindível para que haja diferença entre o dia e a noite...
É na agonia de uma despedida, quando forçosamente esse momento acontece, é nesse instante que percebemos a profundidade dos nossos sentimentos, o valor de uma amizade...
Se fossemos capazes de saber quando e onde uma despedida deixa de ser uma ausência e o vazio deixado pela partida é preenchido pela presença daquele que partiu, a despedida seria menos dolorosa... assimilaríamos a emoção da despedida, não como um fim mas sim, como o princípio do desejado reencontro...
Muitas pessoas já passaram pela minha vida e na minha vida... umas cruzaram-se comigo e nunca mais soube delas, ou porque a vida não nos permitiu estreitar laços ou porque simplesmente pouco se manifestou em comum para que de novo nos cruzássemos... outras há que (poucas, devo acrescentar), se o destino existe e partindo do princípio que cada um de nós tem o seu traçado, quis o dito que cruzassem a minha vida e na minha vida ficassem... Essas, são aquelas que muito mais que meros seres humanos com quem tive o privilégio de partilhar momentos, sentimentos, sorrisos e lágrimas... são aquelas que entraram no meu coração e aí permanecerão... são elas, os meus amigos...
Não me despeço dos meus amigos porque na realidade, ainda que na sua ausência física, eles estarão, eternamente, comigo... As recordações constroem um caminho que chega até ao meu coração e permitem-me que os sinta, aos meus amigos, sempre, muito perto de mim, mesmo que na realidade estejamos distantes...
Nunca deixo que as pessoas que me são queridas partam... levo-as comigo onde quer que vá, no meu pensamento...
Au revoir mes "amis"
Em homenagem aos momentos mágicos que passamos juntos e as personagens que deles fizeram parte... Marlene, Sérgio, Oliveira, Gato e Susana, Sandra, Almerinda, Hugo, Daniel (Toninho), Sara e ao Nuno.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Por falar eu assustei -te e perderte-ei? Mas se nunca falar eu me perderei e por me perder eu te perderia." (Clarice Lispector)
Que os mortos me ajudem a suportar o quase insuportável, já que de nada me valem os vivos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Só mais uma noite...

Escrever o blogue foi criar uma coisa que me impedisse de esquecer os pormenores do tempo que passamos juntos. Uma espécie de testemunho de que nos conhecemos mesmo. Que isto foi real, aconteceu.
Sempre me senti anormal, por não esquecer logo uma relação. As pessoas têm um caso, ou uma relação profunda, mas separam-se e esquecem-na. Seguem como se só tivessem mudado a marca dos cereais. Nunca me esqueci daqueles com quem estive. Cada pessoa tinha as suas qualidades específicas. Nunca se substitui ninguém. O que se perde, foi-se. Quando uma relação acaba sofro muito. Nunca me recomponho. Por isso tenho muito cuidado quando me entrego, pois dói muito. Até sexo fortuito não pratico, para não sentir a falta dos outros aspectos da pessoa. Vivo obcecada por pequenas coisas. Talvez seja louca, mas em miúda a minha baba disse que eu chegava sempre atrasada às aulas e um dia segui-me, para saber porquê. Pus-me a olhar para as laranjas que caiam das árvores e rebolavam no chão; ou para as formigas a atravessar a rua, a forma da sombra duma folha no tronco de uma arvore. Pequenas coisas. Com as pessoas é o mesmo. Noto em cada uma pormenores especificamente seus, que me comovem, deixam saudades e sempre deixarão. Não se substitui ninguém, cada um é a soma de pormenores belos e só seus. Por exemplo, gosto de evocar os teus olhos e o brilho que emanavam naquele baile de primavera e de lembrar quando me abraças-te para não cair. Recordo a sensação de segurança e protecção. Lembro-me da música e sinto a tua fragrância... Lembro-me disso e tive saudades.
Sou uma louca!!
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Queres saber porque escrevo o estúpido blogue? Para um dia vires ter comigo e eu te perguntar, “por onde tens andado este tempo todo”. Escrevi-o em parte como forma de te encontrar. Mas não somos reais, pois não? Somos personagens do sonho de uma anciã. No leito de morte, a fantasiar sobre a juventude. Meus Deus, porque se cruzaram os nossos destinos se seguem trilhos diferentes? Só desejava …Desejava que nos tivéssemos cruzado mais cedo… A nossa vida teria sido diferente.
Acho mesmo…
Talvez acabássemos por nos odiar. Talvez só sirvamos para encontros breves, em cafés. Porque não fizemos as coisas certas de inicio? Porque? Talvez porque éramos novos e estúpidos. E ainda o seremos… Quando somos novos pensamos que há muita gente para amar. Só mais tarde percebemos que é raro acontecer. Estragamos tudo e é o desencontro. Mas acredito que tudo esta escrito. Que o Mundo é menos livre do que pensamos. Nas mesmas circunstâncias acontece sempre o mesmo. Duas partes de hidrogénio e uma de oxigénio dão sempre a água.
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Estive a pensar e é melhor já não romantizar tanto as coisas. Sofri tanto o tempo todo. Tenho muitos sonhos, mas não de amor. Não me entristece, é assim. Dai a relação com alguém sempre ausente. É evidente que não sei lidar com o quotidiano duma relação. Passamos juntos horas excitantes, depois ele parte e tenho saudades, mas não morro por dentro. Quando tenho alguém sempre de roda, sufoco. Eu preciso amar e ser amada, mas quando acontece sinto logo náuseas. Sou muito difícil. Só estou feliz só. Até estar só é melhor que estar ao lado de um amante e sentir-me só. Não me é fácil ser romântica.
Começa-se assim, mas ao fim de vários desgostos esquecem-se as expectativas irrealistas e aceita-se o que se tem. Nem isto é verdade. Não tive assim tantos desgostos, tive foi muitas relações frouxas. Não eram maus, cuidaram de mim. Mas não havia uma real ligação emotiva, excitante. Pelo menos da minha parte.
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Eu estava bem até começar a escrever o blogue. Levantou muita poeira assente. Fez-me lembrar como eu era romântica, como tinha tanta esperança. E agora é como se não acreditasse em nada que meta amor. Já não sinto nada por ninguém. De certa forma, gastei todo o meu romantismo naquela noite e nunca mais fui capaz de sentir o mesmo. Como se essa noite me tivessem roubado sentimentos. Declarei-tos e levaste-os contigo. Fiquei fria, sem capacidade de amar. Para mim realidade e amor são opostos.
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É curioso, como todos os meus ex-namorados estão casados. Saem comigo, separamo-nos e eles casam-se. E telefonam a agradecer o tê-los ensinado a amar, a acarinhar e respeitar as mulheres! Só me apetece mata-los! Porque não me perguntaram? Responderia que não, mas deviam ter perguntado! Mas a culpa é minha, nunca achei nenhum deles o homem ideal, nunca! E o que significa homem ideal, o amor da nossa vida? Absurdo. A ideia de que só nos completamos com a outra pessoa é falsa. Não é?
Sofri vezes demais e depois recuperei. Por isso agora, nem a partida me esforço. Sei que não vai dar. Achas que não posso viver a vida evitando o sofrimento, à custa de …Mas isso é só conversa. Tenho que me afastar de ti. Eu não te consigo esquecer e é isso que me revolta! Foi a algum tempo e o instante perdido para sempre.
Não sei o que se passou, mas tinha que desabafar.
A minha vida amorosa é tão infeliz. Porto-me sempre como se não ligasse, mas por dentro vou secando. E seco porque estou dormente, não sinto dor nem excitação. Nem amargura. Eu não queria ser daquelas que se divorciam aos 52, desfeitas em lágrimas, confessando nunca terem amado o conjugue e sentindo que um aspirador lhes sugou a vida.
Eu queria uma vida em pleno.
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E depois há os sonhos…Sonho que estou numa estação e tu não paras de passar de comboio, e passas e passas e passas e passas. E acordo encharcada em suor. Também tenho outro sonho, em que estas ao meu lado na cama, nu. Apetece-me desesperadamente tocar-te, mas recusas e viras a cara. E eu toco-te na mesma. No tornozelo. E a tua pele é tão macia que acordo a soluçar. E o meu namorado olha para mim e sinto-me a milhões de milhas dele. Sei que alguma coisa está errada que não posso continuar a viver assim. Que o amor tem de ser mais que um compromisso. Mas depois penso que terei desistido de todo o conceito romântico de amor. Que perdi todo o interesse por ele, no dia em que deixas-te de falar.Não é por ser incapaz de ter uma relação estável ou uma família, que desejo a todos a mesma solidão.
Mas gostava de fazer uma experiência, gostava que me abraçasses outra vez. Queria ver se ficava intacta ou se me desfazia em mil moléculas…
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Sei a importância que tiveste nessa noite, só quero mais uma tentativa, só quero mais uma noite, mesmo que não pareça certo, foste muito mais importante do que qualquer outro que conheci. Mesmo hoje noutros braços o meu coração será teu até morrer.
Sinto que não deveria confidenciar-te isto.
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A memória é uma maravilha quando não se tem um passado por resolver, porque a memória nunca se apaga.