sexta-feira, 11 de julho de 2008

Sinto-me sozinha...



A sombra é agora o lugar onde me escondo, é a companhia que me abraça e o silêncio o ombro amigo que me ampara.
Não voo já no espaço aberto da Noite, não conduzo na ponta dos dedos os sonhos, não ilumino os céus porque meu olhar perdeu o brilho.
Hoje a noite é apenas um espaço entre dois dias.
A inexistência de palavras deixa muda a voz que não se propaga, a racionalidade invade o corpo, aprisionando a alma em seu interior, hoje perdi a liberdade de voar, deixei as convicções caírem e os sonhos dormiram e não mais despertaram.
Pergunto-me onde estão os sentires, a essência do amor, a paixão dos instantes em que nos oferecemos.
Pergunto-me como podemos perder-nos e não mais nos encontrarmos.
Não sei onde estou, perdi a noção de lugar, de tempo, deixei o vazio vestir o meu corpo, deixei a solidão tomar de assalto a minha alma mergulhando o espírito nas águas gélidas do oceano profundo.
Abandono-me nesta praia deserta, esperando que a maré leve o corpo, pois a alma à muito partiu, quiçá me encontres ainda com a réstia de vida que faz bater o coração e alimentar a mente, mas, o espírito partiu, para uma viagem através dos desertos da eternidade, vales de sombras, florestas geladas, numa travessia da minha própria solidão.
Quando a alma se abre, como vela de um barco à deriva, recolhe em si todas as brisas, todos os ventos, enchendo-se, mas, a cada tempestade o pano cede às forças da natureza rasgando-se em pedaços, perde-se o rumo e o navio perde-se na solidão do vazio.
A Noite, traz com elas a estrelas e o silêncio que lhe permitem adormecer embalado pela suavidade das ondas.
Quem sabe um dia, se descubra a alma deste corpo, que jaz inerte sobre a areia da praia.
Quem sabe um dia alguém seja capaz de lhe devolver a vida perdida.
Quem sabe um dia...
Hoje sinto-me sozinha.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Profecia



"-deixa lá..no fim de contas tu não és o meu tipo de rapariga..."
.....por acaso até sou...simplesmente tu é que ainda não sabes.


Não compreendo os teus actos
Nem o que pretendes de mim
Uma hora afagas-me
Outra ignoras-me

Não percebo as tuas intenções
Nem o que desejas
Num instante instigas-me
Noutro foges de mim

Não sei o que queres
Se é que queres algo…
Talvez queiras
Apenas enlouquecer-me.

Não sei se é um jogo
Talvez seja
O teu brinquedo preferido
Um iô-iô ou bumerangue

Não entendo a tua indecisão
Nem este vai ou não vai
Hoje sim,
Amanhã talvez, quem sabe...

Não entendo a tua atitude
Nem as tuas palavras
Agora doces
Outrora amargas...

Não sei qual o teu desejo
Talvez insano
Ou puro medo
...Não entendo.

terça-feira, 8 de julho de 2008


De pensamento "descalço", caminho pé ante pé, ouvindo o eco dos meus passos que ressoam dentro de mim como vozes e segredos que me cantam á alma no silêncio da noite.
Sei para onde vou, sei para onde me chamas, sei para onde queremos ir.
Sinto-te em cada passo simultâneo que damos sem saber.
Não te vejo, nem tu me vês, mas sentimo-nos á distância do aroma do beijo que ansiamos.
Dou asas ao sonho e carta branca ao coração para me guiar nesta estrada de bermas ainda indefinidas, onde as sombras que me espreitam não me assustam, nem a névoa do súbito fim da estrada me demove da CAMINHADA.

Percorro contigo as mesmas ruas, sinto-te a meu lado.
Olho em busca do teu olhar que não encontro!
Os degraus de um tempo que passa avidamente por nós, dão-nos a certeza da presença ausente um do outro.
Tento adiantar-me aos dias, atrasando as memórias que guardo em mim sem nunca as ter vivido.
Faço batota comigo mesmo.
Corro á frente do sonho que à noite me abraça e me fala ao ouvido de um Amor real.
E quando a manhã abre a porta, passeio-me pela vida, sigo a fantasia que a noite não me deu, e que os dias não sabem que existe
É na penumbra de um espaço mágico inventado, entre o crepusculo da noite e a brilho da Lua, que as nossas almas se tocam.
É na alvorada da quimera, que os nossos lábios se cruzam, e os olhares se beijam.
É entre o encanto do começo e o desencanto do fim do sonho que os nossos tempos se fundem, os nossos corpos se acertam e o nosso Amor acontece, num suspiro de saudade que morre aos poucos.
Percorro contigo as mesmas ruas, os mesmos sonhos, as mesmas fantasias.
Partilho contigo a caricia desejada, o beijo ansiado de uma presença ausente, num tempo que não é o nosso. ...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Saudade é solidão acompanhada


Sinto saudades.
Sim, de ti. De ti que nunca conheci…
Compreendes isso?
Essa ausência que me pesa mesmo quando sei que não podes estar porque nunca estiveste.
Pergunto-me o que pensas…
O que estarás neste momento a desenhar nas telas da tua imaginação.
Será que ouves o meu voo de Fénix em redor dos teus dedos?
Arrasto os pés em mais uma das minhas viagens.
Todos os meus projectos falhados pesam-me nas costas.
Mesmo os que não chegaram a nascer.
Como tenho saudades…
Das tuas palavras, dos teus beijos, dos teus braços em redor da minha cintura a cingir-me contra o teu peito.
Das ânsias pela tua chegada que nunca aconteceu realmente.
Preciso de ti, entendes?
Preciso que me faças de novo acreditar no amor, na chegada de um amanhã mais limpo, mais belo, mais sorridente.
Preciso que inscrevas o meu nome em todas as tuas paredes, inebriado de amor e desejo…
Em noites como esta, solitária, fria, em que os meus braços me apertam num abraço desesperado penso-te também sozinho, perdido em mim e na forma que dás aos meus olhos. Tenho saudades…
Tenho saudades de mim nos teus sonhos.
Procura-me...
Espero um sinal de ti.
Espero por ti...

Vazio


Hoje sinto-me assim, como se aqui dentro não houvesse nada, além da dor de te ter perdido...
Hoje sinto-me assim, como se a minha vida estivesse resumida a lágrimas...
Hoje sinto-me assim, como se o meu coração não fosse suportar a solidão...
Hoje sinto-me assim, como se o Mundo não tivesse cor, está tudo tão escuro...

Hoje sinto-me triste ...

Hoje sinto-me triste ...
Sim triste...
por ter saudades tuas
Eu só queria ver um sorriso teu,
neste momento.
Queria olhar-te nos olhos
e poder dizer-te o quanto sinto a tua falta...
Queria sentir aquele riso
especial que só tu sabes dár...
Queria ver !!!
Somente um sorriso !!!
Somente um olhár !!!
Hoje a tristeza invade
o meu coração
não esta a ser facil
Ao ver a tua fotografia
entro em desespero
Doces sonhos que se vão
E ficaram apenas saudades
Saudades de uma amizade
Interrompida a meio,
para sempre perdida...
Nunca esquecida...

terça-feira, 1 de julho de 2008


Cada dia começo por “abrir” uma folha em branco diante de mim e ao longo das horas vou-a preenchendo, anotando o que vejo e o que sinto.
Hoje quero-a com um céu azul, um campo salpicado de papoilas vermelhas, quero escrever nela o som de um rio a correr, uma canção da brisa nas árvores, um sorriso e a doçura de um beijo.
Vou tentar escrever com tintas das cores do arco-iris, com cheiro a maresia, misturar o verde com o azul de onde nascerá um mar calmo...deixar algum branco aqui e ali, para as ondas devagarinho beijarem o dourado da areia.
Salpico de luz um fundo preto e invento um céu estrelado..
Para o tornar mais iluminado, vou pendurar a um canto uma lua cheia... cheia de magia!!
No horizonte vou usar as cores quentes de um por de sol, com o feitiço de uma alma que se entrega ao calor de um abraço.
Quero conseguir tudo isto, na esperança de que as palavras possam ganhar vida e consigam pintar numa tela… um sentimento com o sabor doce do amor…
TUDO ISTO, POR e PARA TI!
…PORQUE PENSO EM TI

Há dias assim!!!


Nas tuas palavras….
Encontrei-me...
Deitada em ti...
No leito da lembrança.


Há dias assim!!!
Em que te encontro na cumplicidade,
No silêncio..., de te sentir no vazio

Mas sabes?
São momentos em que o fogo da saudade
Desce pela margem do meu rio ao encontro do teu!


Há dias assim...
Em que te respiro num pensamento
E canto ao vento a minha saudade
…dos teus sentires tomando os meus.
Em que descanso no tempo... à tua espera!
Ou, quem sabe, pra VOAR para TI!

Há dias assim!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Chegaste





CHEGASTE…
…Vestido de “ mar”!
Trazias silêncios nas palavras do olhar…
Perguntas e dúvidas no coração!

CHEGASTE…
Senti na boca o sabor inebriante...
quente e húmido do teu beijo…
Desse que ainda não me deste!...
Senti os teus dedos tocarem-me o olhar
e tua maré a ondular-me na pele

CHEGASTE…
Senti o teu corpo, tecendo arrepios de mel…
Moldar-se ao meu prazer e enfeitar de mim… os teus desejos!

CHEGASTE…
Lascivamente inventei-me, banhei-me numa onda do teu pensamento e nadei até aos contornos da areia de uma ilha
desse “mar” de que vinhas VESTIDO!
Enxuguei-me no beijo,
Nesse que ainda não me deste…
Depois…
Adormeci…
Para te ENCONTRAR!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

@ |\|0$$@ |*|21|\/|31|2@ \/3z - Parte II

(...)
Baixaste-me lentamente as “calcinhas” deixando à mostra o meu púbis suave, delineado...macio, sedoso...
Tiras-te a minha cabeça dos teus joelhos e pousaste-a meigamente numa “almofada” que fizes-te com uma camisola que entretanto despiras..
Ajoelhado colocaste-te entre as minhas pernas.
Num despir provocador, que ajudava com as pernas que levantei, tiraste-me as calcinhas...
Abri ainda mais as coxas...oferecendo-te aos olhos um quadro surpreendente, pintado de “cores” nunca vistas, era uma paisagem multifacetada,”irreal”, viva ...era um oásis, era praia, era musica suave, era por de sol, era noite de luar...era prado verdejante, era FLOR fresca que “apetecia” “colher” e desfolhar...
Entras-te, caminhas-te pelo prado, tocas-te na erva macia e sedosa, afastaste-a até chegar perto da flor que te deslumbrava..
Tocaste-lhe delicadamente, sentis-te que à volta a “terra”queimava...
Sequiosa, a FLOR pediu-te os lábios...beijaste-a..ao seu redor a terra tremeu, elevou-se.......
A flor abriu as pétalas..provocando em ti desejo de provar o seu sabor....
Tocaste-lhe ao de leve com a língua...abriu-se mais..
Em círculos lentos, com toques subtis, foste descobrindo recantos da flor...cada vez mais palpitantes...até parares extasiado numa pétala mais rósea, mais sensível e ali te demoras-te...
Percorres-a...com os dedos, com os lábios, com a língua...penetras-a, abanas-a, chupas-a, sugas-a, pressionas-a, molhas-a com a tua saliva...ela cresce, desperta, treme, suspira, até que excitada te chora nos lábios...lágrimas de orvalho...doces...mornas, humidas...
Ergueste-me, pegasteme ao colo e muito agarradinha ao teu pescoço levaste-me contigo...
Descemos até à praia..
Pousaste-me na areia junto ao mar...e deitaste-te a meu lado...

(continua...)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

@ |\|0$$@ |*|21|\/|31|2@ \/3z - Parte I




Era o “meu SORRISO”...
Caminhava devagar na tua direcção, sem “me passar pela cabeça” que “aquele” eras tu, o meu Angel of music.
Deixaste-me passar por ti, para me chamares baixinho:
Angel!!!
Viro-me, sorrio, não sei se corei ou se empalideci.
Pareceu-te uma eternidade o tempo que demorei a chegar ao pé de ti, embora não passassem de uns breves segundo!
Atiro-te um OLÁ.
Olhas-me “profundamente” nos olhos, com a mão direita, suave e atrevidamente, agarras-me pelo pescoço e dás-me um beijo na face,”provocantemente” perto dos lábios...
Agora sim, viste-me corar e sentis-te que o meu corpo tremia...
O meu “cheiro” perturbou-te, sentis-te o coração bater mais rápido e descompassado mas conseguis-te arranjar forças para me dizer:
- Queen of the night, és mesmo TU?!!!
Sorri, um SORRISO que sempre soubera ser o meu...
Compreendi o que querias dizer...que fisicamente apenas te sabia de imaginação e não como “realmente” eras...
Sorri de novo e perguntei-te:
-Claro k sou...então!!!????
Agarraste-me as mãos...
"Calados", de mãos dadas, caminhámos... levaste-me "contigo".
Sentados na areia da praia onde tantas vezes me tinha imaginado contigo, sem nos termos tocado ainda, a ansiedade aumentou, a emoção agitou os nossos corpos, cresceu o desejo... .
"Chamava-nos"o mesmo querer, estávamos “presos” por um elo invisível que nos unia de corpo e alma...
Abracaste-me...deitaste-me a cabeça nas tuas pernas...e num “passear” suave, repetido, relaxante...mas provocador, com os dedos, acariciaste-me os cabelos...
Vestia uma tshirt leve, tão leve que não me conseguia esconder os mamilos eroticamente despertos...
Puxaste-me os jeans que trazia, desnudando-me as coxas e com os dedos acariciaste-me a minha pele macia e suave..
De olhos fechados...deitada, cabeça nos teus joelhos, era a TENTAÇÃO em forma de ANJO, do teu ANJO, ... agora apenas de tshirt e de “calcinhas” minúsculas...
Todos os sentidos estavam concentrados nos teus dedos e cada carícia, cada toque que me fazias, levavam-me a abrir ainda mais o ângulo das pernas...

(continua...)