terça-feira, 26 de outubro de 2010

Afinal sou só mais uma sobrevivente….


Sendo quem hoje sou e distanciando-me de quem um dia fui...
Percorro o meu passado com uma apatia aparente na alma.
Um dia achei que tinha perdido quase tudo.
Sim, quase tudo porque só me faltava perder a vida…
E tudo fiz por me castigar por isso, como se a culpa dos erros dos outros fosse minha…
Como se a opção, ou a falta dela, tivesse sido condicionada pelos meus actos…
E durante muitos anos culpei-me por isso, e quase sucumbi a essa culpa….
Um dia descobri que a dor física acalmava por ínfimos momentos a dor psicológica…
Então decidi juntar o útil ao agradável.
Enquanto andava a “porrada”, descarregava a raiva que sentia …
E ao ser espancada sentia um alívio assustador…
Durante tempos julguei ser este o caminho certo para acabar com o meu sofrimento.
Mais uma vez errei… esse caminho, apenas me levava a própria destruição.
Acho que inconscientemente era isso que eu queria.
Destruir-me da forma mais dolorosa que podia existir, pois não tinha coragem de por termo ao meu sofrimento de vez…
Um dia um grupo de pessoas a quem posso chamar de amigos, perceberam a minha dor…
E tudo fizeram para me ajudar a ultrapassar essa dor, acima de tudo nunca me julgaram…
Até hoje não percebo como se mantiveram ao meu lado, obrigada
Foi um caminho penoso, o da percepção da cruel realidade…
Mas, graças a eles…
Um dia percebi que afinal não tinha perdido tudo, estava viva e acima de tudo não tinha perdido a minha dignidade…
Que se perdiam umas coisas mas que se ganhavam outras.
Umas coisas não compensam as outras, mas pelo menos servem para nos ajudar a ver que nunca perdemos tudo e que a dignidade é a única coisa que nos pode acompanhar mesmo depois da morte.
Afinal sou só mais uma sobrevivente….
Actualmente a culpa não desapareceu, mas aprendi a viver com ela e acima de tudo a controlar a minha raiva.
Mas, até quando?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Fragilidade da Saudade.


Rasguei um sorriso assim que meti a chave na porta de casa...estava no meu lar doce lar... no entanto ninguém imagina a vontade que eu tive de sair novamente, quando entrei e me dei conta que estava sozinha...e tal como a casa, senti-me vazia e fria... somos tão frágeis e não nos damos conta...mantemos uma rotina como defesa, mas de vez em quando a vida faz-nos acordar e reparar que afinal, nem tudo está bem...

...
Os degraus de um tempo que passa avidamente por nós, dão-nos a certeza da presença ausente um do outro.
...
Tenho saudades da altura em que me convidaste e recusei..como seria agora? Tenho saudades desse passado que acabei por não ter.. Por outro lado, amo o que oiço.. Gostava de viver paralelamente noutro local, e é desse local que tenho saudades hoje...



terça-feira, 17 de agosto de 2010

A fonte secou



Sinto-me seca,
Tenho medo de ter perdido as palavras.
A tinta secou, a folha permanece branca,
O mundo consome-me lentamente.
Seca-me o sangue que corre nas veias,
Como secou a caneta,
Passam as luas,
Passam mil pessoas nesta calçada.
E não tenho nada senão o vazio.

sábado, 3 de julho de 2010

Loneliness


Por momentos julguei-te desaparecida, my mistake, bem-vinda de novo.

Como fui inocente…

Agora sei que és uma parte de mim…

terça-feira, 15 de junho de 2010

Excitas-me


Essa tua forma sussurrada de falar excita-me, e desperta–me desejos.
O teu toque provoca-me e enlouquece os meus sentidos.
E no simples toque das nossas mãos, sinto arrepios, solto faíscas, na exacta medida da minha atracção...
Cola o teu corpo ao meu, aperta-o deliciosamente, a tua pele, o teu cheiro a macho deixa-me desnorteada.
Quero perder-me nesse êxtase… sentir-me desejada, deliciosa, provocar os teus desejos, faz-me delirar, aplaca a minha sede
Sinto de olhos fechados, entrega…

Rasgas-me o vestido para sentir o calor do meu peito. As tuas mãos inquietas desejam tocar as minhas curvas. Beijas e mordiscas-me o pescoço enquanto as tuas mãos traçam o contorno da minha espinha. Abro os lábios ao sentir a tua ternura. Desapertas-me o soutien como uma volta hábil libertando-me os seios, e beija-os um de cada vez. Deitas-me e voltas a perder-te nos meus seios...maravilhosamente expostos...biquinhos hirtos, que espevitam, despertam, e endurecem ainda mais...quando os “prendes” com os lábios. Chupas, sugas, mordiscas suavemente, lambes em volta, brincas... e torturas cada mamilo até a loucura aparecer na minha respiração. Num suave percorrer de desejo e volúpia, caminhas corpo a baixo beijando cada pedaço do meu corpo. Queres-me sentir ainda mais e continuas a descer beijando e lambendo cada desejo meu e tornando-o teu. Perdes-te no meu umbigo e pela minha barriga, ouves-me rir e sentes a minha mão percorrer caminhos que também tu já percorreste. Então desces e perdes-te na minha doçura, lambendo e deixando a língua navegar nos meus sentidos. Dedilhando acalento as coisas e fazes-me sentir que realmente me queres em ti. Quando chego ao auge da vontade, paras e dizes que em ti as coisas também aquecem...Viro-me para cima de ti e inicio a tortura que tanto queres. Percorro tudo em ti. Balanço o corpo sobre ti, provocando o desejo que já tens, mordisco-te a orelha tal como me fizeste e percorro o teu pescoço deixando a língua fazer um trabalho de mestria. Desço as mãos e descubro que o peito sente muito mais que o pescoço e escondo-me lá deixando-te louco com os meus torneados de língua. Percorro o umbigo de fugida e um pouco mais a baixo descubro a tua maior loucura! Uso de tudo o que tenho de melhor, deixando-te entregue por completo. Tenho todo o teu controlo nas minhas mãos, perdido na língua, abraçado pela doçura da boca. Em gestos sensuais e doces, levo-te á loucura, mas quando estas quase a chegar a esse ponto, subo e depois de um beijo demorado sussurra-te que te quero dentro de mim! Sento-me sobre ti e debruço-me sobre o teu peito... empurras-me para trás e começamos o bailado do amor. Num sobe e desce desenfreado, entre gemidos e gritos, viajamos juntos pelos caminhos do prazer. Prolongamos aquilo durante vários e vários minutos, sempre pertinho do ponto limite. Apalpamos e beijamos com desnorte e queremos, queremos muito continuar a sentir o outro. Os gritos sobem de tom, as palavras mudam e tornam-se mais violentas e naquele suor que libertamos chegamos juntos ao orgasmo dos sentidos! Prolongamos essa sensação, o mais que dá para prolongar e beijamo-nos com intensidade mergulhados no prazer que sentimos.

Não ficamos por aí, levantamo-nos e caminhamos pela casa toda deixando esse querer perdido em cada canto de amor que fizemos. Exaustos e felizes caímos por terra perdidos no sofá. Abraçados e quentes. Querendo que os corpos ainda aguentassem mais e mais. Olhamos um para o outro e os olhos afirmam a mesma coisa: "Amanhã de manhã quero-te em mim de novo!"

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Desejo



Cheiro de PECADO...
Excitação...
Olhar de desejo...
Corpos desnudados de razão...
Sabor de beijos...
Sussurros...
Gemidos...
Toques...
Caricias...
...
CINCO SENTIDOS de PAIXÃO!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Conto de fadas


Quanto vale um amor de contos de fadas?
Uma vida inteira de dor, fé, paciência e perseverança...
Abrindo mão do meu...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Deixar de lutar

    
     Não sei quão elástico o meu espírito pode ser. Eu podia actualmente ser feliz, se a lembrança de ti não pesasse tanto em cima de mim. Ao prenderes-me desta forma destruis-te a minha liberdade. Não sei de que forma expressar o que ainda sinto. Eu quero uma palavra mais brilhante do que brilhante, uma palavra mais justa do que justa. Eu quase que queria que fossemos borboletas e vivido apenas três dias de verão. Três dias contigo, os quais eu poderia encher com mais alegria do que cinquenta anos comuns poderiam conter.

     Mas é tarde para nós, e por mais que me esforce eu não estou a conseguir continuar sem ti. Tudo me faz lembrar-te e a sombra da tua ausência transforma a minha solidão numa noite de breu, apagando o brilho dos meus olhos.

     Dava a minha vida por te ver voltar, por um minuto apenas. E num minuto poder tornar a sentir o toque dos teus lábios e o calor das tuas mãos percorrendo o meu corpo. Nem nos sonhos apareces mais quanto mais num minuto de realidade.

     A nossa história não podia ter acabado daquela trágica maneira. A vida não deveria existir se a finalidade dela é provocar-nos sofrimento. Nós não merecíamos o que nos aconteceu, o nosso único erro foi amarmo-nos. E conseguimo-nos amar num mundo onde a amor escasseia. Mas a realidade tem razão, não existe contos de fadas. A vida não é um filme onde tudo termina bem para sempre, pelo contrário tudo termina mal para sempre. E se quiser continuar tenho que me habituar a esta marcha apática e seguir o curso do rio, e deixar de lutar.

Deixar de lutar pelos sonhos;
Deixar de lutar por nós;
Deixar de lutar por um momento ilusório;
Deixar e lutar…

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mais uma vez...


Mais uma vez adormeço a chorar, porque queria viver num mundo de fantasia…
Mais uma vez adormeço a chorar, porque queria acreditar em magia…
Mais uma vez adormeço a chorar, porque queria ter poderes mágicos…
Mais uma vez adormeço a chorar, porque não ouves o meu chamado…
Mais uma vez adormeço a chorar, porque a realidade dói e a tua ausência não alivia o fardo…

Mais uma vez…

Amanha quando acordar o sofrimento estará camuflado. De novo a realidade. Tudo não terá passado de mais uma má noite, até a próxima vez que a almofada acolher as minhas lágrimas enquanto tento adormecer.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Mais uma noite de Insónias



Esta noite, em que sempre espero, vejo as estrelas do céu, procuro nelas um sinal do teu regresso, uma forma familiar, as asas duma borboleta, que se agitam no firmamento, ganhando vida. Não sei se este é um sonho que se evapora como o orvalho da manhã, sei apenas que quero que me leves a voar contigo, enquanto a noite, secretamente, nos une...

Rasgo o céu, cada vez mais escuro, sinto a bravura do mar salgado, com as lágrimas da tua distância, banhar-me de maresia o peito aberto. Sinto-me tremer, não sei se pela incerteza dos sentidos, se pelo frio que a tempestade aporta. Não quero querer, que apenas um instante tenha encerrado toda uma eternidade dentro de um olhar, mas sinto, que desabrochou em mim, uma nova mulher, que cresce, na solidão desta imensidão que nos separa, no silêncio das palavras que imagina e não pronuncia.

Talvez seja apenas mais um sonho, talvez, seja apenas mais um momento... de solidão.

Voltei a sonhar contigo, e no plural. Durante duas noites consecutivas levaste-me para mundos desconhecidos. Não consigo descrever a viagem, só sei que voávamos e eu sentia-me muito bem junto de ti. Acordo e semicerro os olhos como se acabasse de sentir um prazer súbito, mas ínfimo. Consigo sentir a tua presença mesmo que a tua ausência doa. Não é a espera que custa – e mais uma vez esta frase é tua – mas sim a certeza de que não vou ter a tua presença.  Apetece cantar aquela música da Maria Carey: “All I want for Christmas is you” e sentir que o inesperado pode  acontecer e que a magia do Natal deste ano seja diferente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tomada de consciência.



Parti, sem que nunca houvesse chegado, e hoje percebo, no silêncio desta manhã, a saudade de algo que apenas pode ser sonhado, desejado e sentido.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Parabens meu Amigo...


Recebe estas asas para que a distância entre nós não aumente e, um dia, quem sabe possamos voar juntos.
Se livre e VOA...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Na outra face da lua...


Na outra face da LUA, onde apenas existe o NADA, na tentativa de te reencontar...

E voltar a ser EU!

...para sermos NÓS!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Falou-me de ti... a SAUDADE!


Nesta madrugada de silêncios…
Bateu-me a SAUDADE á porta e levou-me com ela…
Na procura das marcas de uns passos que um dia alguém deixou na estrada da minha vida…
Quando ansiosamente caminhava para mim!
As TUAS!
Mas não as encontrei…
Delas, apenas lembranças, recordações…
Sonhos de um ONTEM…
Que nunca te contei...
Apagaram-se com o TEMPO ...
Ficando apenas a SAUDADE,
esta que está comigo aqui agora……
Para me fazer SONHAR ……
E já que no SONHO as almas nunca mentem…
A minha gritará... …
NUNCA TE ESQUECI

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Voltas-te com a noite

Foste um poema deixado no ar… eu aqui, meia escondida, com a esperança de que um dia o teu coração me "olhe" de novo…e veja o poema de amor que escrevi para ti.


A noite chegou!
Veio falar-me de ti!
Do gosto perdido dos teus lábios!
Dos beijos de amor...que não provei!
Do calor do teu corpo que não possuí!
Do eco das tuas palavras que não ouvi
SÃO APENAS LEMBRANÇAS!...
SAUDADES de um SONHO que acabou ao raiar de um SOL!
DÓI!
...SE DÓI!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sem palavras...



É estranho o que sinto quando penso em ti.
Uma tristeza profunda, um sufoco, um vazio, uma eterna insatisfação…
Dói pensar em ti…
Fazes-me falta.
Não consigo escrever sobre o que sinto quando penso em ti, as palavras tem dificuldades em fluir…
Simplesmente não consigo, e isso destrói-me lentamente.

terça-feira, 26 de maio de 2009

O último Adeus

Meu querido,
Não te assustes, não te mexas, não fales…
Ninguém vai nos ver, fica onde estas…
Quero olhar para ti.
Temos a noite toda para nós e eu quero olhar para ti.
O teu corpo para mim, a tua pele, os teus lábios…
Fecha os olhos.
Ninguém nos pode ver…
Eu estou aqui do teu lado.
Sentes-me?
Quando eu te tocar pela primeira vez vai ser com os meus lábios, vais sentir o calor, mas não vais saber onde.
Talvez seja nos teus olhos…
Vou pressionar a boca nos teus olhos, e vais sentir o calor…
Agora abre os olhos, meu amado…
Olha para mim…
Os teus olhos poisados nos meus seios, os teus braços erguem-me e deixam-me escorregar a teu lado.
O meu choro fraco, o meu corpo tremendo…
Isto não acaba nunca, não vês?
Vais ficar a jogar para sempre a tua cabeça para traz e eu vou ficar a enxugar as minhas lágrimas eternamente.
Este momento tinha que ter acontecido…
Ele esta a acontecer…
E ele vai continuar agora e para sempre…
Não nos veremos mais…
Já fizemos o que tínhamos que fazer…
Acredita em mim, meu amor.
Fizemos isto para a eternidade.
Preserva a tua vida longe do meu alcance.E se te deixar mais feliz não hesites nem por um momento em esquecer esta mulher que diz sem nenhum traço de arrependimento, ADEUS.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ελένη (saudades de mim mesma)

Ela caminha com a sua beleza, que lembra uma noite estrelada e sem nuvens e tudo o que a sombra e a luz têm de mais belo se encontram nela e no seu olhar.Terno e suave esplendor que só a noite traz, que o ceu recusa à orgulhosa luz do dia.
Uma sombra a mais, um clarão a menos, roubariam um pouco dessa graça cuja loira cabeleira ondula a cada passo e muito da luz que emana da sua face: espelho de recordações vividas e serenas que reflectem a pureza e doçura da sua alma.
Uma sombra a mais, um raio a menos que ondula em cada caracol encaracolado...
Uma sombra a mais, um raio a menos teriam pela metade aplacado a sua beleza...
Era bela tanto na luz como na sombra...
Mais que beleza, nos seus olhos havia uma especie de poder...
πού είσαι Ελένη ? (where are you Helena)