terça-feira, 19 de abril de 2011

A day to remember...

Faz hoje 6 anos que me senti sozinha pela primeira vez.
Sempre achei que era uma pessoa solitária, mas nunca me tinha sentido sozinha como nesse dia.
Nunca me esquecerei …

Começou a contagem decrescente para o fatídico dia que destruiu de vez quem um dia fui…

terça-feira, 15 de março de 2011

Carta a um velho amigo.

Um café! Acordou-me devagar, ainda não refeita de uma noite dormida à pressa questionei-me porque gostava de ti…


Gosto de ti, mas nunca tive um rótulo para pôr a esse sentimento, porque o passado é cruel, e os rótulos já me decapitaram antes. Gosto de Ti no lugar onde o tempo se perde, os sentimentos se entregam e onde a ternura sucede.

Gosto de ti… Não sei se é a maneira certa de gostar… Mas é a única maneira que consigo encontrar…Não sei se gosto de ti como deveria gostar…É mais forte que eu… Gosto de ti, porque não te sei amar…Ou talvez gostar também seja amar, de certa maneira… Amar é gostar… gostar como eu gosto de ti, durante uma vida inteira…

Hoje questionei-me porque gostava de ti…

Não te sei dizer porquê. Nem porque não. Mas sei, sinto, que gosto de ti. Não gosto de ti pelo teu corpo. Nem pelos teus cabelos. Nem pelos teus olhos. Gosto de ti porque gosto de ti. Gosto de ti, e não o sei explicar…

Gosto de ti pelo conforto que me dás. Gosto de ti quando chove ou quando o sol brilha. Gosto de ti quando estás perto de mim. Mas também gosto de ti quando estás longe. Vou continuar a gostar de ti quando gostar de outros. Vou continuar a gostar de ti quando muitos anos passarem. Vou continuar neste caminho onde tu estás ao meu lado, mas à distância, à distância de um abraço apertado daqueles que duram uma eternidade, daqueles que nos lembramos quando muitos anos passarem, e, nessa altura, irei ter contigo e dir-te-ei que gosto de ti, mesmo já quando os meus olhos pouco virem, mesmo já quando a minha pele estiver enrugada, mesmo quando já não me lembrar do resto. Quando isso acontecer, vou lembrar-me de ti, e vou dizer-te que gosto de ti, e isso irá fazer-me feliz, pelo menos mais uma vez. Há coisas que não se apagam, e que ficam, para sempre, mesmo que não tenham explicação.

Gosto muito de ti…

Gosto da tua maneira de falar, gosto de ti quando me surpreendes.

Gosto de ti porque gosto da tua sinceridade, gosto de ti quando olhas para mim e eu olho para ti e pensamos exactamente nisso. Gosto da tranquilidade que sinto quando estou ao teu lado. Gosto da capacidade que tens de me irritar. Gosto do teu riso irónico, quando digo alguma coisa estúpida, ou quando digo uma verdade. Gosto da tua voz. Gosto de ti assim tal como és. Gosto de confiar em ti. Gosto de saber que estas bem. Gosto simplesmente de saber de ti. Gosto de não saber deixar de gostar de ti. Gosto de conversar contigo. Gosto porque não sei não gostar. Gosto de ti. Gosto porque és simplesmente tu.

Gosto de ti…

Gosto de ti pela tua determinação, ousadia e perspicácia.

Gosto de ti pela capacidade que tens de vencer qualquer obstáculo.

Gosto de ti porque um dia preocupas-te comigo…

Gosto de ti não só por gostar de ti, gosto porque gostas de alguém como eu.

Pode ser que um dia deixemos de nos falar... Mas, enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo. Pode ser que um dia o tempo passe... mas, se a amizade permanecer, um do outro nos havemos de lembrar. Pode ser que um dia nos afastemos... mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará. Pode ser que um dia não mais existamos... mas, se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo, um para o outro. Pode ser que um dia tudo acabe... mas, com a amizade construiremos tudo novamente, Cada vez de forma diferente. Sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Neste momento, como em tantos outros, penso em ti... às vezes é difícil entender porque gosto tanto de ti, se não te conheço.

Digo-o ao vento, bem baixinho gosto de ti, e espero que o vento leve as minhas palavras para o sitio certo. Mas também não tens que as ouvir, basta sentires bem o que o meu coração grita. Dizer que sinto orgulho e admiração e por ti é muito pouco.

Um dia saberás isso, um dia. Um dia quando acordares e sentires o cheiro da manhã e o cheiro das flores no primeiro dia de uma primavera que há-de chegar.

Muitas pessoas mereciam ser presenteadas com um amigo como tu e tenho pena que nem todos consigam enxergar a excelente pessoa que és. Mas eles que se fodam.


De uma amiga que mal te conhece…


“Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim. Nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante para mim é saber que eu em algum momento fui insubstituível. E que esse momento será inesquecível.”

Mário Quintana

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Apenas um dia mau...

Há dias que tem a particularidade de nos fazerem lembrar o que perdemos.
O dia de são Valentim e um desses dias.
Não sei se é maior a minha tristeza, se a minha angustia, se a minha raiva...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sentimentos contraditórios


Sentimentos contraditórios povoam a minha alma, porque da dúvida não tenho escapatória. É assim que me estou a sentir, muitas contradições andam por esta mente
És um monstro mas foste um dos meus anjos da guarda…
Que sentimento contraditório é este? Que irritação é esta, que não me deixa perdoar pelo facto de não ter lá estado quando precisas-te de mim? Quando eu precisei, tu estives-te lá.
O que é que aconteceu contigo? Que missão é essa que te foi dada, que num dia devolves-me a vida e fazes-me querer voltar a viver…E no outro tiras a vida de alguém.
Não sei se sinta uma tristeza enorme ou horror e nojo pelo que fizeste…
Não sei o que pensar sobre mim por sentir o que sinto…
Serei um monstro como tu ou serei uma péssima amiga?
Qual a verdadeira realidade, aquela em que tu te tornas-te e o mundo inteiro conhece, ou aquela que eu conheço?
Por enquanto vou deixando as lágrimas cair e desejar que consiga te ver pelo menos uma vez antes de te perder de vez…
E se esse dia chegar, que nunca chegue a conclusão que afinal já te tinha perdido e ainda não sabia.
(...)
O mundo parece ter-me levado de volta aos tempos turbulentos de outras vidas, como se quisesse afogar a minha alma num oceano agitado pelas tormentas do passado.
Na distância que nos separa escuto o teu lamento. Desdobro minhas asas e lanço-me numa descida alucinante, procuro o caminho até ti.
O passado faz o que somos hoje. Uma ligação entre a vida que se viveu e momentos que jamais serão esquecidos.
O que passou é nosso e ninguém nos rouba. As melhores histórias jamais serão escritas... Assim como os melhores momentos jamais retornarão...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Carta para um amigo novo…



Cada amigo novo que ganhamos na vida, nos aperfeiçoa e enriquece, não pelo que nos dá mas pelo quanto descobrimos de nós mesmos.


Eu acho fascinante conhecer os aspectos especiais de cada um. Por isso é tão bom conhecer pessoas novas. Os amigos de longa data quase já os conhecemos de cor e a nossa história quase se mistura com a deles. É a maratona da amizade. Quando nos ligamos a alguém que era desconhecido, há como que um salto em altura.

Gosto de te ter na minha vida, amigo novo. Um amigo novo faz-nos pensar em nós, em quem somos para nos apresentarmos e no que gostamos mais para poder partilhar. Depois, há o encontro de ideias, pensamentos, palavras e sentires.

Gosto de aprender algo de novo todos os dias e um amigo novo ensina-nos muitas coisas. Faz-nos pensar em coisas vendo-as de outra forma. Faz-nos imaginar outros mundos com as suas vivências pessoais. Ensina-nos a gostar de outras músicas, outras leituras e outros prazeres.

É preciso ter muito cuidado com as amizades nascentes porque, não conhecendo bem o amigo novo, podemos melindrá-lo sem querer. Fazemos apenas parte do seu presente. Não sabemos do seu passado nem dos momentos felizes nem das mágoas que carrega consigo.

Por isso, amigo novo, fala comigo sem reservas mentais. Abre o teu coração como as folhas dum livro ainda por preencher. Se te magoar, perdoa-me. Se te alegrar, sorri-me, mas não deixes que mal entendidos possam turvar as águas desta amizade nascente.

Quando quiseres já sabes onde encontrar-me. Quando precisares chama por mim. Logo que eu puder responderei ao teu apelo.

Um abraço de amorizade

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Prisioneira das recordações...


Por vezes a dor da vossa ausência é tão forte, que me sinto sufocar pelas lágrimas que caem.
Passaram seis anos…
Só queria esquecer aquela noite…
(...)
Tropeçando na fuga da escuridão que se avizinha,
Eu desisto de lutar contra os fantasmas
Deste medo que parece jamais desaparecer
A dor revela o fim que, de um feliz começo, o trono usurpa.
O mármore de meu epitáfio permanece imaculado, sepultada em vida a voz que não mais a mim pertence.

(...)
O tempo não parece capaz de me curar,
Mas apenas de continuar a me matar.
Quero esquecer o caminho de casa, quero me perder.
Quero enlouquecer para esquecer.
(...)
A verdade é que o dia de hoje é apenas tão - ou mais - horrível quanto foi o de ontem e o será o de amanhã.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Espero-te

 
 
Não fales!...
Nao digas nada agora!
...
Deixa que eu descubra cada pensamento teu...
ESPERA!...
Deixa-me adivinhar os teus desejos...
Deixa que um deles seja o meu próprio corpo..
Deixa-me ser o teu luar, o teu amor...
A tua estrela...
O teu sonho eterno...
Deixa-me ser o teu anoitecer, teu amanhecer...
Florir o teu caminho, o teu viver...
Deixa que eu deixe de ESTAR só...
Vem, ...
Preciso de "TI"!!!

A perguntar a mim mesma "Quem sabe um dia a gente possa dizer as palavras que ficaram por dizer,quem sabe um dia possamos ser
TU e EU !!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Afinal sou só mais uma sobrevivente….


Sendo quem hoje sou e distanciando-me de quem um dia fui...
Percorro o meu passado com uma apatia aparente na alma.
Um dia achei que tinha perdido quase tudo.
Sim, quase tudo porque só me faltava perder a vida…
E tudo fiz por me castigar por isso, como se a culpa dos erros dos outros fosse minha…
Como se a opção, ou a falta dela, tivesse sido condicionada pelos meus actos…
E durante muitos anos culpei-me por isso, e quase sucumbi a essa culpa….
Um dia descobri que a dor física acalmava por ínfimos momentos a dor psicológica…
Então decidi juntar o útil ao agradável.
Enquanto andava a “porrada”, descarregava a raiva que sentia …
E ao ser espancada sentia um alívio assustador…
Durante tempos julguei ser este o caminho certo para acabar com o meu sofrimento.
Mais uma vez errei… esse caminho, apenas me levava a própria destruição.
Acho que inconscientemente era isso que eu queria.
Destruir-me da forma mais dolorosa que podia existir, pois não tinha coragem de por termo ao meu sofrimento de vez…
Um dia um grupo de pessoas a quem posso chamar de amigos, perceberam a minha dor…
E tudo fizeram para me ajudar a ultrapassar essa dor, acima de tudo nunca me julgaram…
Até hoje não percebo como se mantiveram ao meu lado, obrigada
Foi um caminho penoso, o da percepção da cruel realidade…
Mas, graças a eles…
Um dia percebi que afinal não tinha perdido tudo, estava viva e acima de tudo não tinha perdido a minha dignidade…
Que se perdiam umas coisas mas que se ganhavam outras.
Umas coisas não compensam as outras, mas pelo menos servem para nos ajudar a ver que nunca perdemos tudo e que a dignidade é a única coisa que nos pode acompanhar mesmo depois da morte.
Afinal sou só mais uma sobrevivente….
Actualmente a culpa não desapareceu, mas aprendi a viver com ela e acima de tudo a controlar a minha raiva.
Mas, até quando?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Fragilidade da Saudade.


Rasguei um sorriso assim que meti a chave na porta de casa...estava no meu lar doce lar... no entanto ninguém imagina a vontade que eu tive de sair novamente, quando entrei e me dei conta que estava sozinha...e tal como a casa, senti-me vazia e fria... somos tão frágeis e não nos damos conta...mantemos uma rotina como defesa, mas de vez em quando a vida faz-nos acordar e reparar que afinal, nem tudo está bem...

...
Os degraus de um tempo que passa avidamente por nós, dão-nos a certeza da presença ausente um do outro.
...
Tenho saudades da altura em que me convidaste e recusei..como seria agora? Tenho saudades desse passado que acabei por não ter.. Por outro lado, amo o que oiço.. Gostava de viver paralelamente noutro local, e é desse local que tenho saudades hoje...



terça-feira, 17 de agosto de 2010

A fonte secou



Sinto-me seca,
Tenho medo de ter perdido as palavras.
A tinta secou, a folha permanece branca,
O mundo consome-me lentamente.
Seca-me o sangue que corre nas veias,
Como secou a caneta,
Passam as luas,
Passam mil pessoas nesta calçada.
E não tenho nada senão o vazio.

sábado, 3 de julho de 2010

Loneliness


Por momentos julguei-te desaparecida, my mistake, bem-vinda de novo.

Como fui inocente…

Agora sei que és uma parte de mim…

terça-feira, 15 de junho de 2010

Excitas-me


Essa tua forma sussurrada de falar excita-me, e desperta–me desejos.
O teu toque provoca-me e enlouquece os meus sentidos.
E no simples toque das nossas mãos, sinto arrepios, solto faíscas, na exacta medida da minha atracção...
Cola o teu corpo ao meu, aperta-o deliciosamente, a tua pele, o teu cheiro a macho deixa-me desnorteada.
Quero perder-me nesse êxtase… sentir-me desejada, deliciosa, provocar os teus desejos, faz-me delirar, aplaca a minha sede
Sinto de olhos fechados, entrega…

Rasgas-me o vestido para sentir o calor do meu peito. As tuas mãos inquietas desejam tocar as minhas curvas. Beijas e mordiscas-me o pescoço enquanto as tuas mãos traçam o contorno da minha espinha. Abro os lábios ao sentir a tua ternura. Desapertas-me o soutien como uma volta hábil libertando-me os seios, e beija-os um de cada vez. Deitas-me e voltas a perder-te nos meus seios...maravilhosamente expostos...biquinhos hirtos, que espevitam, despertam, e endurecem ainda mais...quando os “prendes” com os lábios. Chupas, sugas, mordiscas suavemente, lambes em volta, brincas... e torturas cada mamilo até a loucura aparecer na minha respiração. Num suave percorrer de desejo e volúpia, caminhas corpo a baixo beijando cada pedaço do meu corpo. Queres-me sentir ainda mais e continuas a descer beijando e lambendo cada desejo meu e tornando-o teu. Perdes-te no meu umbigo e pela minha barriga, ouves-me rir e sentes a minha mão percorrer caminhos que também tu já percorreste. Então desces e perdes-te na minha doçura, lambendo e deixando a língua navegar nos meus sentidos. Dedilhando acalento as coisas e fazes-me sentir que realmente me queres em ti. Quando chego ao auge da vontade, paras e dizes que em ti as coisas também aquecem...Viro-me para cima de ti e inicio a tortura que tanto queres. Percorro tudo em ti. Balanço o corpo sobre ti, provocando o desejo que já tens, mordisco-te a orelha tal como me fizeste e percorro o teu pescoço deixando a língua fazer um trabalho de mestria. Desço as mãos e descubro que o peito sente muito mais que o pescoço e escondo-me lá deixando-te louco com os meus torneados de língua. Percorro o umbigo de fugida e um pouco mais a baixo descubro a tua maior loucura! Uso de tudo o que tenho de melhor, deixando-te entregue por completo. Tenho todo o teu controlo nas minhas mãos, perdido na língua, abraçado pela doçura da boca. Em gestos sensuais e doces, levo-te á loucura, mas quando estas quase a chegar a esse ponto, subo e depois de um beijo demorado sussurra-te que te quero dentro de mim! Sento-me sobre ti e debruço-me sobre o teu peito... empurras-me para trás e começamos o bailado do amor. Num sobe e desce desenfreado, entre gemidos e gritos, viajamos juntos pelos caminhos do prazer. Prolongamos aquilo durante vários e vários minutos, sempre pertinho do ponto limite. Apalpamos e beijamos com desnorte e queremos, queremos muito continuar a sentir o outro. Os gritos sobem de tom, as palavras mudam e tornam-se mais violentas e naquele suor que libertamos chegamos juntos ao orgasmo dos sentidos! Prolongamos essa sensação, o mais que dá para prolongar e beijamo-nos com intensidade mergulhados no prazer que sentimos.

Não ficamos por aí, levantamo-nos e caminhamos pela casa toda deixando esse querer perdido em cada canto de amor que fizemos. Exaustos e felizes caímos por terra perdidos no sofá. Abraçados e quentes. Querendo que os corpos ainda aguentassem mais e mais. Olhamos um para o outro e os olhos afirmam a mesma coisa: "Amanhã de manhã quero-te em mim de novo!"

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Desejo



Cheiro de PECADO...
Excitação...
Olhar de desejo...
Corpos desnudados de razão...
Sabor de beijos...
Sussurros...
Gemidos...
Toques...
Caricias...
...
CINCO SENTIDOS de PAIXÃO!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Conto de fadas


Quanto vale um amor de contos de fadas?
Uma vida inteira de dor, fé, paciência e perseverança...
Abrindo mão do meu...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Deixar de lutar

    
     Não sei quão elástico o meu espírito pode ser. Eu podia actualmente ser feliz, se a lembrança de ti não pesasse tanto em cima de mim. Ao prenderes-me desta forma destruis-te a minha liberdade. Não sei de que forma expressar o que ainda sinto. Eu quero uma palavra mais brilhante do que brilhante, uma palavra mais justa do que justa. Eu quase que queria que fossemos borboletas e vivido apenas três dias de verão. Três dias contigo, os quais eu poderia encher com mais alegria do que cinquenta anos comuns poderiam conter.

     Mas é tarde para nós, e por mais que me esforce eu não estou a conseguir continuar sem ti. Tudo me faz lembrar-te e a sombra da tua ausência transforma a minha solidão numa noite de breu, apagando o brilho dos meus olhos.

     Dava a minha vida por te ver voltar, por um minuto apenas. E num minuto poder tornar a sentir o toque dos teus lábios e o calor das tuas mãos percorrendo o meu corpo. Nem nos sonhos apareces mais quanto mais num minuto de realidade.

     A nossa história não podia ter acabado daquela trágica maneira. A vida não deveria existir se a finalidade dela é provocar-nos sofrimento. Nós não merecíamos o que nos aconteceu, o nosso único erro foi amarmo-nos. E conseguimo-nos amar num mundo onde a amor escasseia. Mas a realidade tem razão, não existe contos de fadas. A vida não é um filme onde tudo termina bem para sempre, pelo contrário tudo termina mal para sempre. E se quiser continuar tenho que me habituar a esta marcha apática e seguir o curso do rio, e deixar de lutar.

Deixar de lutar pelos sonhos;
Deixar de lutar por nós;
Deixar de lutar por um momento ilusório;
Deixar e lutar…

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mais uma vez...


Mais uma vez adormeço a chorar, porque queria viver num mundo de fantasia…
Mais uma vez adormeço a chorar, porque queria acreditar em magia…
Mais uma vez adormeço a chorar, porque queria ter poderes mágicos…
Mais uma vez adormeço a chorar, porque não ouves o meu chamado…
Mais uma vez adormeço a chorar, porque a realidade dói e a tua ausência não alivia o fardo…

Mais uma vez…

Amanha quando acordar o sofrimento estará camuflado. De novo a realidade. Tudo não terá passado de mais uma má noite, até a próxima vez que a almofada acolher as minhas lágrimas enquanto tento adormecer.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Mais uma noite de Insónias



Esta noite, em que sempre espero, vejo as estrelas do céu, procuro nelas um sinal do teu regresso, uma forma familiar, as asas duma borboleta, que se agitam no firmamento, ganhando vida. Não sei se este é um sonho que se evapora como o orvalho da manhã, sei apenas que quero que me leves a voar contigo, enquanto a noite, secretamente, nos une...

Rasgo o céu, cada vez mais escuro, sinto a bravura do mar salgado, com as lágrimas da tua distância, banhar-me de maresia o peito aberto. Sinto-me tremer, não sei se pela incerteza dos sentidos, se pelo frio que a tempestade aporta. Não quero querer, que apenas um instante tenha encerrado toda uma eternidade dentro de um olhar, mas sinto, que desabrochou em mim, uma nova mulher, que cresce, na solidão desta imensidão que nos separa, no silêncio das palavras que imagina e não pronuncia.

Talvez seja apenas mais um sonho, talvez, seja apenas mais um momento... de solidão.

Voltei a sonhar contigo, e no plural. Durante duas noites consecutivas levaste-me para mundos desconhecidos. Não consigo descrever a viagem, só sei que voávamos e eu sentia-me muito bem junto de ti. Acordo e semicerro os olhos como se acabasse de sentir um prazer súbito, mas ínfimo. Consigo sentir a tua presença mesmo que a tua ausência doa. Não é a espera que custa – e mais uma vez esta frase é tua – mas sim a certeza de que não vou ter a tua presença.  Apetece cantar aquela música da Maria Carey: “All I want for Christmas is you” e sentir que o inesperado pode  acontecer e que a magia do Natal deste ano seja diferente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tomada de consciência.



Parti, sem que nunca houvesse chegado, e hoje percebo, no silêncio desta manhã, a saudade de algo que apenas pode ser sonhado, desejado e sentido.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Parabens meu Amigo...


Recebe estas asas para que a distância entre nós não aumente e, um dia, quem sabe possamos voar juntos.
Se livre e VOA...