sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Desconhecimento do EU

Sinto que já não sou o que um dia fui.
De sentir o que já senti
Experimento desejos que nunca pretendi e que desconhecia.
Vou onde nunca almejei ir e cobiço os frutos proibidos que ignorava.
Ando perdida nestas encruzilhadas que a vida me propõe...
Por vezes sigo mesmo o caminho errado, somente para me aperceber de que já não me é dada a oportunidade de trilhar o certo...
Não me reconheço nos meus novos sentimentos.
Sou uma estranha dentro de mim mesma.
Quando a vida me magoa deixo que a chuva se misture às minhas lágrimas e sigo em frente... sempre em frente...
E isso apavora-me...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Teu fogo, tua paixão...

Tudo podia nascer com um simples toque de lábios, um roçar de pernas e de mãos…
O corpo entrava em combustão e o fogo alastrava-se incendiando a boca, ganhando proporções loucas a medida que me beijavas.
Ao revelar o caminho da luxúria, mexia com os sonhos de prazer, libertava o som dos delírios, despertava desejos adormecidos, sacudia os sentidos e fazia-me enlouquecer, incendiando de vez o coração.
Depois, passada a fúria e controlada a loucura, deixavas-me seguir os teus passos, quedar-me nos teus braços e colocar no teu sorriso mais alegria, mais emoção.
Ser o teu fogo, a tua paixão...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O regresso....

De volta ao inferno.
Lembras-te quando descobris-te a verdade.
Eu nem queria acreditar, que finalmente tinha alguém com quem partilhar o meu “pequeno grande problema” – como lhe chamavas.
Desde esse dia passa-te a ser o meu anjo da guarda.
Davas-me a segurança, a estabilidade e a protecção que qualquer pessoa precisa para crescer emocionalmente de forma saudável. E acima de tudo davas-me o amor que não tive.
Prometes-te que jamais voltaria a passar pelo mesmo, e fizeste-me renascer das cinzas.
Mas não controlamos o futuro…
Apesar de garantires que o mesmo não me acontecesse depois de partires, tu sabes que aconteceu – eu não consigo voltar a entrar em tua casa.
É o que mais me doeu não foi a mágoa de não ser amada por ela, mas sim a felicidade que sentia ao dizer que agora eu já não tinha a tua protecção, quanto tempo iria eu conseguir aguentar.
Cada vez mais me convenço que isto só terminará com a destruição de uma.
Se tiver que ser eu faz com que seja rápido, e desta forma a máscara da bruxa má da floresta caia de uma vez por todas.
Estou cansada de ser a “branca de neve”.
Estou cansada de bruxas na minha vida.
Estou cansada de tanta maldade gratuita.
Acima de tudo estou cansada do meu silêncio, mas como se explica o inexplicável?
Tu viste…Tu conheces a minha realidade, o meu inferno…

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Obrigada, por me ajudares a brilhar....

Conta uma lenda que, certa vez, uma serpente começou a perseguir um pobre pirilampo.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir.
O pirilampo fugiu o primeiro dia, fugiu o segundo dia e nada da serpente desistir.
No terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:

- Posso fazer-te três perguntas?
- Não costumo abrir esses precedentes para ninguém, mas já que te vou devorar mesmo podes perguntar - disse a cobra.
- Pertenço a tua cadeia alimentar?
- Não - respondeu a cobra.
- Eu já te fiz algum mal?
- Não - continuou ela.
- Então, porque queres acabar comigo?
- Porque eu não suporto ver-te brilhar - disse, finalmente, a serpente.
***
Quantas vezes alguém já tentou apagar o nosso brilho só por inveja? A pessoa invejosa incomoda-se mais com sucesso alheio do que com seu próprio fracasso. Querer subir na vida não é errado, desde que o outro não seja usado como escada. O brilho do outro não deve atiçar a nossa inveja, mas servir-nos de estímulo.

Que piada teria o céu, se nele brilhasse apenas uma estrela?

***

Começou tudo novamente…
Releio as palavras que um dia deixas-te e elas dão-me novamente forças para mais uma batalha.
E brilho, e brilho, e brilho...
Obrigada M.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eu estou aqui, tu estás aí, nós estamos lá!

Nas palavras que te vou deixando, envoltas em sentidos, ofereço-te os sons, o toque, e os olhares que, apesar de não veres, sempre se cruzam em cada letra escrita, em cada frase sentida, a cada música não tocada.
Sabes, a magia que os sentimentos encerram, pode, deve, ser desenhada de todas as formas possíveis, só assim conseguimos atingir a plenitude, só assim conseguimos sentir. Neste espaço escuro, onde periodicamente espalho os meus sentimentos, encontrar-me-ás sempre que a tua alma precise beber nas letras de uma simples palavra, o sentimento que nenhum toque, olhar ou som te consiga dar. Quem sabe, nesse momento, não descobrirás a chave que abre uma nova dimensão.
...

Espera-me, não te afastes, tenho medo de perder a luz. Assusta-me aquela escuridão onde me encontraste. A chuva fria, escorre-me pelo corpo, o vento intenso, fustiga-me até tocar a alma, desprotegida da tua presença mágica. Vem aí a noite, e as nuvens da tormenta agigantam-se no horizonte.

...

Partiste, foste pousar em outras dimensões, procurar aquilo que julgaste não encontrar aqui. Que o vento te seja favorável nessa viagem.

...

Deixo à solta os sentidos, para que toquem os corpos dos que aqui vêm visitar-me, despertando-lhes as almas para a dimensão deste lugar. Aqui, onde o Sol nasce juntamente com a Lua e o dia coexiste com a noite. Nesta ambiguidade prazeirosa, os textos ganham forma de gaivotas que rasgam o azul, com laivos brancos.
...

Por aqui me perco, e me deixo ficar sempre que a vida lá fora me comprime, me empurra e me angustia. Este é o lugar secreto, onde me encontraras sempre que não souberes de mim.
Aqui vive a alma que não vês mas sentes, aqui, nesta quimera reprimida.
...

Será possível que me esteja a enganar tanto...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Deixo acesa uma vela...

A mulher que perde a alma durante a sua entrega à noite.
O corpo vazio e inerte, descansa aqui, a alma que é o seu ser procura aí, entre a escuridão da tempestade, segurar-te a mão...
Deixo acesa uma vela...
Por cada palavra que vier a nascer nos corredores das tuas mãos.
E leio o caminho entre as linhas que se desenham em espirais vivas sobre a pele.
Fecho a mão sobre o beijo aguardado que nasce do primeiro encontro oculto atrás das sombras da noite e do tempo, e que se reacende a cada batida do coração.
Deixo acesa uma vela...
Apesar das palavras que te nascem viverem do brilho da lua como reflexos do que te quero dizer.
E só uma vida inteira nunca será suficiente para isso acontecer.
...

Eu sei que estou errada, mas não sei ser diferente....

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um Único Beijo

Eu não consigo mais, acabou.

Já não tenho forças para disfarçar que está tudo bem, que não se passa nada. Estou cansada de te amar. Estou cansada da tua indiferença. Canso-me de te ver passar ao longe quando o que quero é ter-te aqui comigo, ao pé de mim. Estou cansada de te querer tanto, de não conseguir desligar a ficha e partir para outra. Cansada de mim e do meu espírito de luta, da minha entrega, do meu querer. Cansada de olhar para ti, de esperar que me chames, que me telefones de repente e sem aviso, pondo-me de pernas para o ar, de coração em sobressalto, de alma cansada de vida vazia. Cansei de tentar te entende, pois quanto mais eu tento, menos eu compreendo. Cansei de esconder os meus sentimentos, por não saber se também sentes o mesmo. Se ao menos tivesse a certeza do que sentes. Tenho alturas em que penso que também me desejas, que queres estar comigo. Mas nunca tomas-te uma atitude. Cansei de me sentir sozinha. Começa a ser ridículo. Estou exausta! Estou esgotada! Estou cansada de dar, vazia da procura. Sou navegante da solidão, sobrevivente do desânimo, Possuidora da vontade e da esperança na busca da minha verdade, Enquanto espero o nada que acaba por ser tudo.
Um beijo…
E tudo mudaria…Meus pensamentos não sossegam. Meus desejos só aumentam...
Por um beijo.
Estou enlouquecendo...
Por Um Único Beijo...
Cheio de paixão e desejo, Repleto de sonhos e de segredos.
Quero um único beijo...
Molhado e quente, Tão diferente, Explosivo como um vulcão!
Quero um único beijo...
Que absorva minh'alma, Que dissolva minhas defesas.
E me torne escrava desse amor!
Quero um único beijo...
E me tornar eterna nesse momento, Invadida desse sentido sem par.
Quero um único beijo...
Para nos tornarmos um só...
Quero um único beijo...
Um único beijo verdadeiro de amor.
Um pequeno momento, de pura magia, pode nos comover. Ainda é possível acreditar que uma emoção inesperada pode resgatar nossa fé: Nem tudo está dominado.
Um beijo só.
E ai sim, terei a certeza…
Um beijo só e é o que basta para detonar uma bomba atómica:
O sentimento...

Afinal amo-te

Nada mais importa quando a luz da tua alma faz da minha Noite dia, quando o brilho dos teus olhos pinta o meu céu negro.
Não importa os corpos que tive…
Não importa os séculos que vivi, as noites em que não dormi, a saudade que senti.
Nada importa quando teu corpo aporta o meu.
Amar com a pureza cristalina da água, sentir com a suavidade da seda, é mais que tudo aquilo que possa ter sido, e, se até este instante não sabia interpretar o sentir, daqui por diante não saberei mais o que é não amar assim.
As essências de ti penetram-me os sentidos e o meu corpo estremece ao receber-te em mim.
Quero saber, o perfume da tua boca, o sabor da tua pele, o toque do teu olhar em mim.
Quero sentir a emoção do teu abraço, apertado, das palavras que em silêncio nos dizemos.
Quero provar o teu corpo, vibrar em ti, e olhar o gosto do prazer transbordar de teu olhar.
Afinal a alma conduz-nos e a minha alma leva-me a ti.
Afinal o amor comanda-nos e o meu coração palpita em teu peito.
Afinal... Amo-te!

A insónia inspira-me. Em vez de dormir e apenas sonhar, estou aqui acordada escrevendo os meus sonhos, tornando-os imortais.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Taim i' ngra leat

Quando adormeço na Noite sei que desperto na verdade para a forma mais real e possível de ti. Contudo, mesmo sem o manto protector da Noite as estrelas e a lua estão nos céus.
Não se vêem, mas estão lá.
Como tu.
Tu és a minha constante que te espera e recebe como a terra seca recebe a água.
E quando desces em mim nasce nova vida, nova alma antiga dos teus braços.
Mas tu és as palavras e mais do que elas próprias és o corpo e a alma que as usa como fio condutor que finalmente chega até mim depois de eternidades de espera.
Mais do que palavras és a parte de mim reencontrada que atravessa o vazio do silêncio e da escuridão dos sentimentos.
Mais do que palavras e a beleza delas és tudo o que quero.
Estamos libertos desta caixa do Tempo e do Espaço.
Somos mais que as palavras,
Acredita!!
E seremos tudo o que quisermos.
Para além dos desejos asfixiantes...
Eu espero-te...
Na esperança de que esse dia não seja tarde de mais.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A todos os que um dia foram ou são meus amigos...

Os dias pequenos dão lugar a grandes ruas iluminadas. Um brilho diferente nos olhos e as vozes afinadas.
Quando a estrela brilhar e a página do ano virar,
continuarei ao vosso lado esperando que pensem em mim...
Feliz Ano Novo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Teus lábios!
Meus lábios!
Quentes, molhados!
Bocas que se colam...gulosas de provar sabores misturados, doces, apimentados de um beijo demorado.
Linguas que se tocam, dançam, pedem e se entregam!
O extase!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Foste ilusão, és desilusão…

Odeio a mentira, é das coisas que mais me magoa.
Tu não pensaste que eu iria descobrir, mas infelizmente descobri, descobri que preferiste mentir-me, preferiste enganar.
Tudo o que até hoje foi feito perdeu o valor após eu ter descoberto, tuas palavras passarão a ser meras palavras sem significado para mim, meras palavras nas quais não deposito mais confiança, toda a confiança que tinha em ti foi-se...
Para mim a pessoa que eras simplesmente morreu, foste afogado no teu próprio mar de mentiras e não no mar que eu conheço pois nesse mar morreria toda a beleza se lá pertencesses.
Para mim não és mais que a gota que é desperdiçada num deserto, uma gota que depois a queda não tem mais utilidade, para mim és o grão de areia que tinha em minhas mãos e soprei para fora...

E tudo por uma estupidez…
Por covardia.
Foste uma ilusão derrotada;
Foste a alegria de um pensamento;
Foste a melodia inacabada;
És desilusão.

Por vezes iludimo-nos… deixamo-nos levar por algo e vamos construindo uma realidade que não é real…Depois do pânico e da surpresa há que cair na real e viver a vida como ela é…
Não obstante, as dúvidas continuam a perseguir-me talvez até com mais intensidade…
Como pude achar que ela, eras tu!!!!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Gelo e Fogo

Outros mais em verdade já suaram ao calor e ao frio; e, através das chuvas, gelo e fogo, o medo lutou com o desejo.
Ficaram, como eu, agonizados.
Eu, como eles, conquistarei o meu caminho.
Por fim a morte bolorenta onde não há calor nem frio.
Mas do meu túmulo, pela minha fronte não sopram já ventos de cura.
E o fogo e o gelo escondidos lutam sob a noite sufocante.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Adeus


Hoje sinto a falta da tua amizade. Dos momentos que passámos juntas. Das horas passadas na praia a cantar para a Lua, sozinhas. Dos ensaios de teatro. Das zangas, grandes birras. Das risotas sem fim, por tudo e por nada. Dos amuos. Da cumplicidade infantil, do encobrimento dos disparates uma da outra. Sinto falta das horas em que nos sentávamos e não precisávamos dizer nada uma a outra, para nos separarmos com a sensação de que tinha sido a melhor conversa que já tínhamos tido. Claro que tudo permanece na minha memória, no meu coração, mas a testemunha de tudo isso já cá não está. Dizem que Amigo é para sempre, mas o “para sempre” não existe, é uma utopia. E a morte afastou-nos para sempre…
Tantas coisas boas para recordar. Tantas palavras que retornam…
A saudade é tanta que me paralisa. Eu não perdi só uma amiga, perdi o meu porto de abrigo, a minha alegria, a minha única confidente, o meu mundo de sonhos… Perdi um pedaço da minha identidade, da minha vida. Perdi a minha alma… e mesmo assim não trocamos de lugar.
Sempre te disse que valia a pena lutar pela vida enquanto no mundo houvesse uma pessoa que sentisse a nossa falta. E foi o que fizeste até ao último dia. E foi o que não consegui fazer contigo… Todos os dias lutavas e todos os dias eu desistia de ti e me despedia como se fosse o último. Eu simplesmente, não te conseguia acompanhar nos planos que fazias para o futuro. A realidade era tão desesperante e amarga que os teus planos só serviam para aumentar mais a minha raiva e revolta. Mas nunca me passou pela cabeça abandonar-te. Como se pode abandonar a pessoa mais importante da nossa vida no momento em que ela mais precisa de nós?
Enquanto te vi morrer de dia para dia, Pedi um milagre, mas ele não veio. Penso no que não fiz e no tanto que poderia ter feito. Perder uma amiga como tu foi como enterrar os dedos bem dentro dos olhos e no íntimo, tive vontade de nunca mais acordar.
Sei que te custou tanto a ti como a mim. Mas também sei que esta na altura de te deixar partir, e não consigo… Manter-te ajuda-me a preencher uma parte do vazio que deixas-te e faz-me recordar a pessoa que fui até aquele dia. Porém, é chegado o momento em que devo continuar sozinha o meu caminho.

Apesar, dos segredos nos destruírem por dentro, hoje voltava a trás e repetia tudo de novo.
Foi um orgulho ter-te como amiga.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Solidão Interior

Lavam-se as saudades em lágrimas e sinto que este não é o meu lugar.
Não é o meu tempo...
Não é o meu mundo.
Sinto saudades de alguém que não conheço.
E quando mesmo acompanhada, sinto-me sozinha.
Sorrio mas sinto-me triste, e os dias passam devagar.
Quando me encontro na escuridão das noites, sem ninguém, desabafo ao vento e ele desmancha as minhas palavras no ar.
Quando tenho milhões de sentimentos, encontro-me no vazio.
Sinto a dor de não viver um amor e o meu coração grita.
E quando quero amar, mas não encontro a outra metade da minha alma, começo a acreditar que o amor é apenas uma fuga... para quem não sabe viver só...

Sempre fiz de tudo para fugir da solidão, porque sempre a carreguei dentro de mim.

domingo, 23 de novembro de 2008

A Nossa Noite

Existem desejos nossos que, embora “calados”, anseiam por ser partilhados.
Não os sentes?!!!

Tenho-te, sempre te tive nos sentidos, sinto a tua respiração no meu rosto, o cheiro do teu corpo entranhado em mim, o sabor dos teus lábios nos meus.
Sei-te por inteiro, no teu corpo e na imensidão desse oceano que te enche a alma, nessa mistura de menino-homem que esboça largos sorrisos em poemas pintados nos seus lábios… despertando-me a libido e obringando-me a dar asas à imaginação.
Sei-te pela brisa suave que emana de ti que, aos poucos, me vai revelando a tua silhueta, pedaços teus,...que vou recolhendo aqui e ali e que junto para formarem um puzzle …que sei seres TU.
TU…
EU
UMA NOITE…, apenas uma q fosse!
Noite onde o teu corpo se despe na penumbra para ser meu.
Noite em que te toco, em que te desenho sobre a pele circulos frenéticos de prazer.
Noite em que a minha respiração te acaricia, numa onda quente que nos trás à memória um mar de sentimentos.
Noite em que me dou, me ofereço despida, acordada dentro de um sonho...para te saciares de mim.
Noite em que recebo os fluidos do teu corpo, benção divina do prazer.
Noite em que te devoro com a suavidade dos lábios que te percorrem o pescoço.
Noite em que serei o teu canteiro, teu ramo, ninho para os teus suspiros, confluência dos meus desejos.
Noite em que o meu prazer será o teu.
Noite de provocações a transbordar de mim em ti...
Noite em que te quero louco, desejoso, ansioso, fogoso, selvagem...em q te quero o meu TUDO.
Noite de corpos entrelaçados à espera um vertiginoso prazer.
NOITE... Essa, apenas uma que fosse,
Para ser a NOSSA NOITE!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Não a sentes?!...


A EXCITAÇÃO que te provoco arde em mim, abraza-me!
É como uma fogueira intensa e determinada que me impulsiona para “um desconhecido” e a querer enfrentá-lo, sem preconceitos nem pudores…até o sentir submisso aos meus desejos e caprichos…quiçá também os teus!
Tua boca, na minha…
Teu corpo no meu Corpos imersos em sonhos, essências e sabores, uma mistura de amor, suor e prazer.
AVIDEZ…da minha EXCITAÇÃO!

Não a sentes?!. ...


terça-feira, 28 de outubro de 2008

Encontro (para um grande amigo que não acredita no fingimento, e nos sonhos acreditas?)

Era a PRAIA mais linda, mais calma, que algum dia pisei!
As ONDAS DO MAR esbatiam-se na areia e formavam caracóis quando, ao saltitar, me molhavam os pés!
Ao longe, pela areia molhada, caminhando na minha direcção, avistei um VULTO!
Em passos marcados na areia, veio ao meu encontro, até deixar de ser VULTO!..
...CHEGASTE!
Olhaste-me, olhei-te!
Num repente, como por magia, demos as mãos, corremos, brincamos, chapinámos...
Abraçados, molhados, provámos dos nossos lábios o sabor a sal!
Fizemos amor!
Assim ficamos, … TU, EU, a sentir que o MAR era NOSSO!
Por fim, noite dentro, foi o mar espraiando-se nos nossos corpos que nos acordou.

Feliz Aniversário...
Hoje é o teu aniversário, mas quem festeja sou eu...
Festejo o prazer de seres meu amigo!
Que neste dia iluminado sejas ainda mais feliz!
Beijo com carinho, fofo e doce.....

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ser ou não ser!!!!

Por ser portuguesa "morro de saudades" em vez de apenas "sentir falta", não tenho meramente um "destino", tenho sim um "fado", quem amo, amo e não apenas gosto como de quem gosto não amo. Assim como na era dos descobrimentos os meus antepassados acreditaram nos seus sonhos, e mesmo tendo de lutar contra deuses, tormentas nunca desistiram até atingir o que buscavam, também eu luto enquanto acredito. Possuo alma de poeta como Florbela Espanca, e tenho amores não correspondidos que me fazem não desejar viver.
Amo incondicionalmente estando presa sem prender e tentei lutar contra quem viesse, como Pedro e Inês. Mesmo naufraga em alto mar, protejo com a vida o que de mais valor possuo dentro de mim, como Camões com os Lusíadas... Sou louca como Fernando Pessoa e crio personagens de mim mesma....
Mas por vezes gostaria de apenas sentir falta e não morrer de saudades, queria ter um destino e não um fado, queria que um gosto de ti (I love you) servisse como um amo-te. Queria não acreditar tanto e não ter lutas em vão. Queria ser de grandes amores e dar-me a muitos mais e não ser tão fatalista. Queria ter samba no olhar e não a nostalgia... Enfim existem dias que preferia não ser quem sou, mas também sei que só o sou porque existem outros dias que o quero ser.