terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Antitese

Apesar da tristeza da partida, sinto-me feliz porque reatei uma velha amizade.
Amizade que julguei perdida para sempre. Sinto-me como se caminha-se nas nuvens, mas com o peso da magoa e da dor dos que ficam.
Todos temos várias missões na vida e a minha aqui chegou ao fim.
Mas terei sempre um enorme sorriso e uma palavra amiga para vos dar.
A minha despedida não é um adeus definitivo... preciso de tempo, vou sair pelo mundo!
vou viajar, estudar. Vou curar as feridas da alma...e também do coração...
Vou analisar o mundo, os astros. Mas levo todos vocês no meu coração.
Vou deixar a porta aberta (MSN) para quem quiser visitar-me e deixar o seu recado...
Onde quer que eu esteja e sempre que der eu passarei para vos visitar.
Sou errante...viajante do tempo, eu sou como o vento, apenas eu passo.
Se sentirem um leve aroma de jasmim...serei eu que estarei a chegar, para matar a minha saudade...dos amigos que aqui deixei!
Vou passar em vários lugares, vou cantar as vossas músicas, vou levar o meu vinho, vou rimar os meus versos, vou ouvir o meu coração, vou apreciar a natureza, vou observar a cor das flores, vou melhorar o meu visual, vou aos anjos agradecer...
Não é um adeus...È apenas uma partida. Na vida precisa-mos inovar novos caminhos...
E eu ainda sou uma mera aprendiza.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Inté....

Se por um instante Deus esquecesse de que somos uma marionete de pano e nos presenteasse com mais um pouco de vida ao vosso lado, possivelmente não diríamos tudo o que pensamos, mas definitivamente pensaríamos em tudo o que dissemos.
Por tanto, pensando no que dissemos, fizemos e sentimos, percebemos que os momentos de história que realizamos juntos foram mais grandiosos do que pequenos.
Trabalhamos, mas também rimos muito, e podemos dizer que se Deus nos concedesse mais um pouco de vida ao vosso lado, morreríamos de tanto rir.
Neste momento palavras perdem o sentido diante das lágrimas contidas na saudades que irei sentir, mas sorriso é o que vos demonstrarei nesse instante por ser o motivo deste até logo, a realização de mais uma vitória nas nossas vida.
Sempre há um amanhã e a vida nos dá sempre mais uma oportunidade para fazermos as coisas bem, e temos que aproveitar cada oportunidade, por isso sei que tenho que ir, mas ficarei torcendo pelo vosso sucesso hoje e sempre.
Que façam mais histórias maravilhosas, mágicas e intensas como foi a nossa.
Brevemente será a última vez que verei as pessoas com quem convivi e trabalhei, que ninguém fique triste perante uma despedida.
Uma despedida é, sempre, necessária para nos voltarmos a encontrar... e um reencontro, depois de um momento ou depois de toda uma vida, é algo inevitável, se formos amigos de verdade...
Cada vez que nos despedimos de alguém que nos é querido, faz-se noite no nosso coração e sempre que um reencontro acontece, de novo se faz dia; o Sol volta a brilhar como se essa pessoa fosse imprescindível para que haja diferença entre o dia e a noite...
É na agonia de uma despedida, quando forçosamente esse momento acontece, é nesse instante que percebemos a profundidade dos nossos sentimentos, o valor de uma amizade...
Se fossemos capazes de saber quando e onde uma despedida deixa de ser uma ausência e o vazio deixado pela partida é preenchido pela presença daquele que partiu, a despedida seria menos dolorosa... assimilaríamos a emoção da despedida, não como um fim mas sim, como o princípio do desejado reencontro...
Muitas pessoas já passaram pela minha vida e na minha vida... umas cruzaram-se comigo e nunca mais soube delas, ou porque a vida não nos permitiu estreitar laços ou porque simplesmente pouco se manifestou em comum para que de novo nos cruzássemos... outras há que (poucas, devo acrescentar), se o destino existe e partindo do princípio que cada um de nós tem o seu traçado, quis o dito que cruzassem a minha vida e na minha vida ficassem... Essas, são aquelas que muito mais que meros seres humanos com quem tive o privilégio de partilhar momentos, sentimentos, sorrisos e lágrimas... são aquelas que entraram no meu coração e aí permanecerão... são elas, os meus amigos...
Não me despeço dos meus amigos porque na realidade, ainda que na sua ausência física, eles estarão, eternamente, comigo... As recordações constroem um caminho que chega até ao meu coração e permitem-me que os sinta, aos meus amigos, sempre, muito perto de mim, mesmo que na realidade estejamos distantes...
Nunca deixo que as pessoas que me são queridas partam... levo-as comigo onde quer que vá, no meu pensamento...
Au revoir mes "amis"
Em homenagem aos momentos mágicos que passamos juntos e as personagens que deles fizeram parte... Marlene, Sérgio, Oliveira, Gato e Susana, Sandra, Almerinda, Hugo, Daniel (Toninho), Sara e ao Nuno.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Por falar eu assustei -te e perderte-ei? Mas se nunca falar eu me perderei e por me perder eu te perderia." (Clarice Lispector)
Que os mortos me ajudem a suportar o quase insuportável, já que de nada me valem os vivos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Só mais uma noite...

Escrever o blogue foi criar uma coisa que me impedisse de esquecer os pormenores do tempo que passamos juntos. Uma espécie de testemunho de que nos conhecemos mesmo. Que isto foi real, aconteceu.
Sempre me senti anormal, por não esquecer logo uma relação. As pessoas têm um caso, ou uma relação profunda, mas separam-se e esquecem-na. Seguem como se só tivessem mudado a marca dos cereais. Nunca me esqueci daqueles com quem estive. Cada pessoa tinha as suas qualidades específicas. Nunca se substitui ninguém. O que se perde, foi-se. Quando uma relação acaba sofro muito. Nunca me recomponho. Por isso tenho muito cuidado quando me entrego, pois dói muito. Até sexo fortuito não pratico, para não sentir a falta dos outros aspectos da pessoa. Vivo obcecada por pequenas coisas. Talvez seja louca, mas em miúda a minha baba disse que eu chegava sempre atrasada às aulas e um dia segui-me, para saber porquê. Pus-me a olhar para as laranjas que caiam das árvores e rebolavam no chão; ou para as formigas a atravessar a rua, a forma da sombra duma folha no tronco de uma arvore. Pequenas coisas. Com as pessoas é o mesmo. Noto em cada uma pormenores especificamente seus, que me comovem, deixam saudades e sempre deixarão. Não se substitui ninguém, cada um é a soma de pormenores belos e só seus. Por exemplo, gosto de evocar os teus olhos e o brilho que emanavam naquele baile de primavera e de lembrar quando me abraças-te para não cair. Recordo a sensação de segurança e protecção. Lembro-me da música e sinto a tua fragrância... Lembro-me disso e tive saudades.
Sou uma louca!!
***
Queres saber porque escrevo o estúpido blogue? Para um dia vires ter comigo e eu te perguntar, “por onde tens andado este tempo todo”. Escrevi-o em parte como forma de te encontrar. Mas não somos reais, pois não? Somos personagens do sonho de uma anciã. No leito de morte, a fantasiar sobre a juventude. Meus Deus, porque se cruzaram os nossos destinos se seguem trilhos diferentes? Só desejava …Desejava que nos tivéssemos cruzado mais cedo… A nossa vida teria sido diferente.
Acho mesmo…
Talvez acabássemos por nos odiar. Talvez só sirvamos para encontros breves, em cafés. Porque não fizemos as coisas certas de inicio? Porque? Talvez porque éramos novos e estúpidos. E ainda o seremos… Quando somos novos pensamos que há muita gente para amar. Só mais tarde percebemos que é raro acontecer. Estragamos tudo e é o desencontro. Mas acredito que tudo esta escrito. Que o Mundo é menos livre do que pensamos. Nas mesmas circunstâncias acontece sempre o mesmo. Duas partes de hidrogénio e uma de oxigénio dão sempre a água.
***
Estive a pensar e é melhor já não romantizar tanto as coisas. Sofri tanto o tempo todo. Tenho muitos sonhos, mas não de amor. Não me entristece, é assim. Dai a relação com alguém sempre ausente. É evidente que não sei lidar com o quotidiano duma relação. Passamos juntos horas excitantes, depois ele parte e tenho saudades, mas não morro por dentro. Quando tenho alguém sempre de roda, sufoco. Eu preciso amar e ser amada, mas quando acontece sinto logo náuseas. Sou muito difícil. Só estou feliz só. Até estar só é melhor que estar ao lado de um amante e sentir-me só. Não me é fácil ser romântica.
Começa-se assim, mas ao fim de vários desgostos esquecem-se as expectativas irrealistas e aceita-se o que se tem. Nem isto é verdade. Não tive assim tantos desgostos, tive foi muitas relações frouxas. Não eram maus, cuidaram de mim. Mas não havia uma real ligação emotiva, excitante. Pelo menos da minha parte.
***
Eu estava bem até começar a escrever o blogue. Levantou muita poeira assente. Fez-me lembrar como eu era romântica, como tinha tanta esperança. E agora é como se não acreditasse em nada que meta amor. Já não sinto nada por ninguém. De certa forma, gastei todo o meu romantismo naquela noite e nunca mais fui capaz de sentir o mesmo. Como se essa noite me tivessem roubado sentimentos. Declarei-tos e levaste-os contigo. Fiquei fria, sem capacidade de amar. Para mim realidade e amor são opostos.
***
É curioso, como todos os meus ex-namorados estão casados. Saem comigo, separamo-nos e eles casam-se. E telefonam a agradecer o tê-los ensinado a amar, a acarinhar e respeitar as mulheres! Só me apetece mata-los! Porque não me perguntaram? Responderia que não, mas deviam ter perguntado! Mas a culpa é minha, nunca achei nenhum deles o homem ideal, nunca! E o que significa homem ideal, o amor da nossa vida? Absurdo. A ideia de que só nos completamos com a outra pessoa é falsa. Não é?
Sofri vezes demais e depois recuperei. Por isso agora, nem a partida me esforço. Sei que não vai dar. Achas que não posso viver a vida evitando o sofrimento, à custa de …Mas isso é só conversa. Tenho que me afastar de ti. Eu não te consigo esquecer e é isso que me revolta! Foi a algum tempo e o instante perdido para sempre.
Não sei o que se passou, mas tinha que desabafar.
A minha vida amorosa é tão infeliz. Porto-me sempre como se não ligasse, mas por dentro vou secando. E seco porque estou dormente, não sinto dor nem excitação. Nem amargura. Eu não queria ser daquelas que se divorciam aos 52, desfeitas em lágrimas, confessando nunca terem amado o conjugue e sentindo que um aspirador lhes sugou a vida.
Eu queria uma vida em pleno.
***
E depois há os sonhos…Sonho que estou numa estação e tu não paras de passar de comboio, e passas e passas e passas e passas. E acordo encharcada em suor. Também tenho outro sonho, em que estas ao meu lado na cama, nu. Apetece-me desesperadamente tocar-te, mas recusas e viras a cara. E eu toco-te na mesma. No tornozelo. E a tua pele é tão macia que acordo a soluçar. E o meu namorado olha para mim e sinto-me a milhões de milhas dele. Sei que alguma coisa está errada que não posso continuar a viver assim. Que o amor tem de ser mais que um compromisso. Mas depois penso que terei desistido de todo o conceito romântico de amor. Que perdi todo o interesse por ele, no dia em que deixas-te de falar.Não é por ser incapaz de ter uma relação estável ou uma família, que desejo a todos a mesma solidão.
Mas gostava de fazer uma experiência, gostava que me abraçasses outra vez. Queria ver se ficava intacta ou se me desfazia em mil moléculas…
***
Sei a importância que tiveste nessa noite, só quero mais uma tentativa, só quero mais uma noite, mesmo que não pareça certo, foste muito mais importante do que qualquer outro que conheci. Mesmo hoje noutros braços o meu coração será teu até morrer.
Sinto que não deveria confidenciar-te isto.
***
A memória é uma maravilha quando não se tem um passado por resolver, porque a memória nunca se apaga.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Desconhecimento do EU

Sinto que já não sou o que um dia fui.
De sentir o que já senti
Experimento desejos que nunca pretendi e que desconhecia.
Vou onde nunca almejei ir e cobiço os frutos proibidos que ignorava.
Ando perdida nestas encruzilhadas que a vida me propõe...
Por vezes sigo mesmo o caminho errado, somente para me aperceber de que já não me é dada a oportunidade de trilhar o certo...
Não me reconheço nos meus novos sentimentos.
Sou uma estranha dentro de mim mesma.
Quando a vida me magoa deixo que a chuva se misture às minhas lágrimas e sigo em frente... sempre em frente...
E isso apavora-me...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Teu fogo, tua paixão...

Tudo podia nascer com um simples toque de lábios, um roçar de pernas e de mãos…
O corpo entrava em combustão e o fogo alastrava-se incendiando a boca, ganhando proporções loucas a medida que me beijavas.
Ao revelar o caminho da luxúria, mexia com os sonhos de prazer, libertava o som dos delírios, despertava desejos adormecidos, sacudia os sentidos e fazia-me enlouquecer, incendiando de vez o coração.
Depois, passada a fúria e controlada a loucura, deixavas-me seguir os teus passos, quedar-me nos teus braços e colocar no teu sorriso mais alegria, mais emoção.
Ser o teu fogo, a tua paixão...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O regresso....

De volta ao inferno.
Lembras-te quando descobris-te a verdade.
Eu nem queria acreditar, que finalmente tinha alguém com quem partilhar o meu “pequeno grande problema” – como lhe chamavas.
Desde esse dia passa-te a ser o meu anjo da guarda.
Davas-me a segurança, a estabilidade e a protecção que qualquer pessoa precisa para crescer emocionalmente de forma saudável. E acima de tudo davas-me o amor que não tive.
Prometes-te que jamais voltaria a passar pelo mesmo, e fizeste-me renascer das cinzas.
Mas não controlamos o futuro…
Apesar de garantires que o mesmo não me acontecesse depois de partires, tu sabes que aconteceu – eu não consigo voltar a entrar em tua casa.
É o que mais me doeu não foi a mágoa de não ser amada por ela, mas sim a felicidade que sentia ao dizer que agora eu já não tinha a tua protecção, quanto tempo iria eu conseguir aguentar.
Cada vez mais me convenço que isto só terminará com a destruição de uma.
Se tiver que ser eu faz com que seja rápido, e desta forma a máscara da bruxa má da floresta caia de uma vez por todas.
Estou cansada de ser a “branca de neve”.
Estou cansada de bruxas na minha vida.
Estou cansada de tanta maldade gratuita.
Acima de tudo estou cansada do meu silêncio, mas como se explica o inexplicável?
Tu viste…Tu conheces a minha realidade, o meu inferno…

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Obrigada, por me ajudares a brilhar....

Conta uma lenda que, certa vez, uma serpente começou a perseguir um pobre pirilampo.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir.
O pirilampo fugiu o primeiro dia, fugiu o segundo dia e nada da serpente desistir.
No terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:

- Posso fazer-te três perguntas?
- Não costumo abrir esses precedentes para ninguém, mas já que te vou devorar mesmo podes perguntar - disse a cobra.
- Pertenço a tua cadeia alimentar?
- Não - respondeu a cobra.
- Eu já te fiz algum mal?
- Não - continuou ela.
- Então, porque queres acabar comigo?
- Porque eu não suporto ver-te brilhar - disse, finalmente, a serpente.
***
Quantas vezes alguém já tentou apagar o nosso brilho só por inveja? A pessoa invejosa incomoda-se mais com sucesso alheio do que com seu próprio fracasso. Querer subir na vida não é errado, desde que o outro não seja usado como escada. O brilho do outro não deve atiçar a nossa inveja, mas servir-nos de estímulo.

Que piada teria o céu, se nele brilhasse apenas uma estrela?

***

Começou tudo novamente…
Releio as palavras que um dia deixas-te e elas dão-me novamente forças para mais uma batalha.
E brilho, e brilho, e brilho...
Obrigada M.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eu estou aqui, tu estás aí, nós estamos lá!

Nas palavras que te vou deixando, envoltas em sentidos, ofereço-te os sons, o toque, e os olhares que, apesar de não veres, sempre se cruzam em cada letra escrita, em cada frase sentida, a cada música não tocada.
Sabes, a magia que os sentimentos encerram, pode, deve, ser desenhada de todas as formas possíveis, só assim conseguimos atingir a plenitude, só assim conseguimos sentir. Neste espaço escuro, onde periodicamente espalho os meus sentimentos, encontrar-me-ás sempre que a tua alma precise beber nas letras de uma simples palavra, o sentimento que nenhum toque, olhar ou som te consiga dar. Quem sabe, nesse momento, não descobrirás a chave que abre uma nova dimensão.
...

Espera-me, não te afastes, tenho medo de perder a luz. Assusta-me aquela escuridão onde me encontraste. A chuva fria, escorre-me pelo corpo, o vento intenso, fustiga-me até tocar a alma, desprotegida da tua presença mágica. Vem aí a noite, e as nuvens da tormenta agigantam-se no horizonte.

...

Partiste, foste pousar em outras dimensões, procurar aquilo que julgaste não encontrar aqui. Que o vento te seja favorável nessa viagem.

...

Deixo à solta os sentidos, para que toquem os corpos dos que aqui vêm visitar-me, despertando-lhes as almas para a dimensão deste lugar. Aqui, onde o Sol nasce juntamente com a Lua e o dia coexiste com a noite. Nesta ambiguidade prazeirosa, os textos ganham forma de gaivotas que rasgam o azul, com laivos brancos.
...

Por aqui me perco, e me deixo ficar sempre que a vida lá fora me comprime, me empurra e me angustia. Este é o lugar secreto, onde me encontraras sempre que não souberes de mim.
Aqui vive a alma que não vês mas sentes, aqui, nesta quimera reprimida.
...

Será possível que me esteja a enganar tanto...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Deixo acesa uma vela...

A mulher que perde a alma durante a sua entrega à noite.
O corpo vazio e inerte, descansa aqui, a alma que é o seu ser procura aí, entre a escuridão da tempestade, segurar-te a mão...
Deixo acesa uma vela...
Por cada palavra que vier a nascer nos corredores das tuas mãos.
E leio o caminho entre as linhas que se desenham em espirais vivas sobre a pele.
Fecho a mão sobre o beijo aguardado que nasce do primeiro encontro oculto atrás das sombras da noite e do tempo, e que se reacende a cada batida do coração.
Deixo acesa uma vela...
Apesar das palavras que te nascem viverem do brilho da lua como reflexos do que te quero dizer.
E só uma vida inteira nunca será suficiente para isso acontecer.
...

Eu sei que estou errada, mas não sei ser diferente....

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um Único Beijo

Eu não consigo mais, acabou.

Já não tenho forças para disfarçar que está tudo bem, que não se passa nada. Estou cansada de te amar. Estou cansada da tua indiferença. Canso-me de te ver passar ao longe quando o que quero é ter-te aqui comigo, ao pé de mim. Estou cansada de te querer tanto, de não conseguir desligar a ficha e partir para outra. Cansada de mim e do meu espírito de luta, da minha entrega, do meu querer. Cansada de olhar para ti, de esperar que me chames, que me telefones de repente e sem aviso, pondo-me de pernas para o ar, de coração em sobressalto, de alma cansada de vida vazia. Cansei de tentar te entende, pois quanto mais eu tento, menos eu compreendo. Cansei de esconder os meus sentimentos, por não saber se também sentes o mesmo. Se ao menos tivesse a certeza do que sentes. Tenho alturas em que penso que também me desejas, que queres estar comigo. Mas nunca tomas-te uma atitude. Cansei de me sentir sozinha. Começa a ser ridículo. Estou exausta! Estou esgotada! Estou cansada de dar, vazia da procura. Sou navegante da solidão, sobrevivente do desânimo, Possuidora da vontade e da esperança na busca da minha verdade, Enquanto espero o nada que acaba por ser tudo.
Um beijo…
E tudo mudaria…Meus pensamentos não sossegam. Meus desejos só aumentam...
Por um beijo.
Estou enlouquecendo...
Por Um Único Beijo...
Cheio de paixão e desejo, Repleto de sonhos e de segredos.
Quero um único beijo...
Molhado e quente, Tão diferente, Explosivo como um vulcão!
Quero um único beijo...
Que absorva minh'alma, Que dissolva minhas defesas.
E me torne escrava desse amor!
Quero um único beijo...
E me tornar eterna nesse momento, Invadida desse sentido sem par.
Quero um único beijo...
Para nos tornarmos um só...
Quero um único beijo...
Um único beijo verdadeiro de amor.
Um pequeno momento, de pura magia, pode nos comover. Ainda é possível acreditar que uma emoção inesperada pode resgatar nossa fé: Nem tudo está dominado.
Um beijo só.
E ai sim, terei a certeza…
Um beijo só e é o que basta para detonar uma bomba atómica:
O sentimento...

Afinal amo-te

Nada mais importa quando a luz da tua alma faz da minha Noite dia, quando o brilho dos teus olhos pinta o meu céu negro.
Não importa os corpos que tive…
Não importa os séculos que vivi, as noites em que não dormi, a saudade que senti.
Nada importa quando teu corpo aporta o meu.
Amar com a pureza cristalina da água, sentir com a suavidade da seda, é mais que tudo aquilo que possa ter sido, e, se até este instante não sabia interpretar o sentir, daqui por diante não saberei mais o que é não amar assim.
As essências de ti penetram-me os sentidos e o meu corpo estremece ao receber-te em mim.
Quero saber, o perfume da tua boca, o sabor da tua pele, o toque do teu olhar em mim.
Quero sentir a emoção do teu abraço, apertado, das palavras que em silêncio nos dizemos.
Quero provar o teu corpo, vibrar em ti, e olhar o gosto do prazer transbordar de teu olhar.
Afinal a alma conduz-nos e a minha alma leva-me a ti.
Afinal o amor comanda-nos e o meu coração palpita em teu peito.
Afinal... Amo-te!

A insónia inspira-me. Em vez de dormir e apenas sonhar, estou aqui acordada escrevendo os meus sonhos, tornando-os imortais.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Taim i' ngra leat

Quando adormeço na Noite sei que desperto na verdade para a forma mais real e possível de ti. Contudo, mesmo sem o manto protector da Noite as estrelas e a lua estão nos céus.
Não se vêem, mas estão lá.
Como tu.
Tu és a minha constante que te espera e recebe como a terra seca recebe a água.
E quando desces em mim nasce nova vida, nova alma antiga dos teus braços.
Mas tu és as palavras e mais do que elas próprias és o corpo e a alma que as usa como fio condutor que finalmente chega até mim depois de eternidades de espera.
Mais do que palavras és a parte de mim reencontrada que atravessa o vazio do silêncio e da escuridão dos sentimentos.
Mais do que palavras e a beleza delas és tudo o que quero.
Estamos libertos desta caixa do Tempo e do Espaço.
Somos mais que as palavras,
Acredita!!
E seremos tudo o que quisermos.
Para além dos desejos asfixiantes...
Eu espero-te...
Na esperança de que esse dia não seja tarde de mais.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A todos os que um dia foram ou são meus amigos...

Os dias pequenos dão lugar a grandes ruas iluminadas. Um brilho diferente nos olhos e as vozes afinadas.
Quando a estrela brilhar e a página do ano virar,
continuarei ao vosso lado esperando que pensem em mim...
Feliz Ano Novo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Teus lábios!
Meus lábios!
Quentes, molhados!
Bocas que se colam...gulosas de provar sabores misturados, doces, apimentados de um beijo demorado.
Linguas que se tocam, dançam, pedem e se entregam!
O extase!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Foste ilusão, és desilusão…

Odeio a mentira, é das coisas que mais me magoa.
Tu não pensaste que eu iria descobrir, mas infelizmente descobri, descobri que preferiste mentir-me, preferiste enganar.
Tudo o que até hoje foi feito perdeu o valor após eu ter descoberto, tuas palavras passarão a ser meras palavras sem significado para mim, meras palavras nas quais não deposito mais confiança, toda a confiança que tinha em ti foi-se...
Para mim a pessoa que eras simplesmente morreu, foste afogado no teu próprio mar de mentiras e não no mar que eu conheço pois nesse mar morreria toda a beleza se lá pertencesses.
Para mim não és mais que a gota que é desperdiçada num deserto, uma gota que depois a queda não tem mais utilidade, para mim és o grão de areia que tinha em minhas mãos e soprei para fora...

E tudo por uma estupidez…
Por covardia.
Foste uma ilusão derrotada;
Foste a alegria de um pensamento;
Foste a melodia inacabada;
És desilusão.

Por vezes iludimo-nos… deixamo-nos levar por algo e vamos construindo uma realidade que não é real…Depois do pânico e da surpresa há que cair na real e viver a vida como ela é…
Não obstante, as dúvidas continuam a perseguir-me talvez até com mais intensidade…
Como pude achar que ela, eras tu!!!!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Gelo e Fogo

Outros mais em verdade já suaram ao calor e ao frio; e, através das chuvas, gelo e fogo, o medo lutou com o desejo.
Ficaram, como eu, agonizados.
Eu, como eles, conquistarei o meu caminho.
Por fim a morte bolorenta onde não há calor nem frio.
Mas do meu túmulo, pela minha fronte não sopram já ventos de cura.
E o fogo e o gelo escondidos lutam sob a noite sufocante.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Adeus


Hoje sinto a falta da tua amizade. Dos momentos que passámos juntas. Das horas passadas na praia a cantar para a Lua, sozinhas. Dos ensaios de teatro. Das zangas, grandes birras. Das risotas sem fim, por tudo e por nada. Dos amuos. Da cumplicidade infantil, do encobrimento dos disparates uma da outra. Sinto falta das horas em que nos sentávamos e não precisávamos dizer nada uma a outra, para nos separarmos com a sensação de que tinha sido a melhor conversa que já tínhamos tido. Claro que tudo permanece na minha memória, no meu coração, mas a testemunha de tudo isso já cá não está. Dizem que Amigo é para sempre, mas o “para sempre” não existe, é uma utopia. E a morte afastou-nos para sempre…
Tantas coisas boas para recordar. Tantas palavras que retornam…
A saudade é tanta que me paralisa. Eu não perdi só uma amiga, perdi o meu porto de abrigo, a minha alegria, a minha única confidente, o meu mundo de sonhos… Perdi um pedaço da minha identidade, da minha vida. Perdi a minha alma… e mesmo assim não trocamos de lugar.
Sempre te disse que valia a pena lutar pela vida enquanto no mundo houvesse uma pessoa que sentisse a nossa falta. E foi o que fizeste até ao último dia. E foi o que não consegui fazer contigo… Todos os dias lutavas e todos os dias eu desistia de ti e me despedia como se fosse o último. Eu simplesmente, não te conseguia acompanhar nos planos que fazias para o futuro. A realidade era tão desesperante e amarga que os teus planos só serviam para aumentar mais a minha raiva e revolta. Mas nunca me passou pela cabeça abandonar-te. Como se pode abandonar a pessoa mais importante da nossa vida no momento em que ela mais precisa de nós?
Enquanto te vi morrer de dia para dia, Pedi um milagre, mas ele não veio. Penso no que não fiz e no tanto que poderia ter feito. Perder uma amiga como tu foi como enterrar os dedos bem dentro dos olhos e no íntimo, tive vontade de nunca mais acordar.
Sei que te custou tanto a ti como a mim. Mas também sei que esta na altura de te deixar partir, e não consigo… Manter-te ajuda-me a preencher uma parte do vazio que deixas-te e faz-me recordar a pessoa que fui até aquele dia. Porém, é chegado o momento em que devo continuar sozinha o meu caminho.

Apesar, dos segredos nos destruírem por dentro, hoje voltava a trás e repetia tudo de novo.
Foi um orgulho ter-te como amiga.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Solidão Interior

Lavam-se as saudades em lágrimas e sinto que este não é o meu lugar.
Não é o meu tempo...
Não é o meu mundo.
Sinto saudades de alguém que não conheço.
E quando mesmo acompanhada, sinto-me sozinha.
Sorrio mas sinto-me triste, e os dias passam devagar.
Quando me encontro na escuridão das noites, sem ninguém, desabafo ao vento e ele desmancha as minhas palavras no ar.
Quando tenho milhões de sentimentos, encontro-me no vazio.
Sinto a dor de não viver um amor e o meu coração grita.
E quando quero amar, mas não encontro a outra metade da minha alma, começo a acreditar que o amor é apenas uma fuga... para quem não sabe viver só...

Sempre fiz de tudo para fugir da solidão, porque sempre a carreguei dentro de mim.