
Esta Noite, parti! Parti, para não mais voltar, desdobrei as minhas asas, ocultas desde que me tornei humana, e voei para longe.
Esta Noite, desisti, de carregar nas costas a eternidade contida na vida de uma mortal.
Desisti de tentar entender como o nada pode transformar-se em tudo com um simples acto.
Esta Noite, vou embora, no escuro do céu, na companhia das estrelas, deixando ao acaso o caminho a percorrer, deixando para trás a experiência humana que sempre quis viver.
O imenso tempo que a eternidade comporta não se suspende e alonga-se, estirando-nos a alma, comprimindo-nos o peito, rasgando a saudade, e inibindo-nos a liberdade.
O mundo, é demasiado cruel para aqueles providos de asas, demasiado real, demasiado brutal.
Esta Noite, desisti, de carregar nas costas a eternidade contida na vida de uma mortal.
Desisti de tentar entender como o nada pode transformar-se em tudo com um simples acto.
Esta Noite, vou embora, no escuro do céu, na companhia das estrelas, deixando ao acaso o caminho a percorrer, deixando para trás a experiência humana que sempre quis viver.
O imenso tempo que a eternidade comporta não se suspende e alonga-se, estirando-nos a alma, comprimindo-nos o peito, rasgando a saudade, e inibindo-nos a liberdade.
O mundo, é demasiado cruel para aqueles providos de asas, demasiado real, demasiado brutal.
Palavras, soltas no vento, vazios, desalentos.
Noite de utopia, sonho ou mera fantasia.
Espero por ti, barca do destino, neste cais onde o mar é feito de nuvens e o céu inundado de águas.
Espero que me leves, fazendo a ponte entre a vida que não me preenche, e os sonhos, ideais e quimeras que me alimentam o espírito.
Noite de utopia, sonho ou mera fantasia.
Espero por ti, barca do destino, neste cais onde o mar é feito de nuvens e o céu inundado de águas.
Espero que me leves, fazendo a ponte entre a vida que não me preenche, e os sonhos, ideais e quimeras que me alimentam o espírito.
Entrego-me nesta espera, de lágrimas nos olhos por ver derrotadas todas as expectativas, de lágrimas vagueando pela face por sentir na pele o fogo que queima os que me são queridos.
Infame destino, tempo perdido na procura do inatingível, minutos, horas e dias, feitos de anos de esforços gorados, remando a contra-maré, sem sair do mesmo sítio.
Infame destino, tempo perdido na procura do inatingível, minutos, horas e dias, feitos de anos de esforços gorados, remando a contra-maré, sem sair do mesmo sítio.
O corpo exausto, espera pela unção, que sarará os flagelos infringidos.
A alma cinzenta, escurecida, espera pela luz, para ganhar cor, e resplandecer de energia.
Neste lugar, onde não há dia nem noite, onde a espera parece infinita e ao longe avisto o paraíso pretendido, deixo-me ficar, preso aos fios que aqui deixei, pedaços meus que um dia plantei, derramo o sal destas lágrimas que me escorrem como sangue pelo corpo abaixo.
A alma cinzenta, escurecida, espera pela luz, para ganhar cor, e resplandecer de energia.
Neste lugar, onde não há dia nem noite, onde a espera parece infinita e ao longe avisto o paraíso pretendido, deixo-me ficar, preso aos fios que aqui deixei, pedaços meus que um dia plantei, derramo o sal destas lágrimas que me escorrem como sangue pelo corpo abaixo.
É hora de pagar, alto, o preço de um sonho, é hora de aguentar, o cilício, e esperar, mais um pouco, dar tempo, amparar os desprotegidos e...
depois...
Deixar-me levar, até ao destino!
depois...
Deixar-me levar, até ao destino!
1 comentário:
Lá que é confuso, isso é, mas até é lindo....
Lendario
Enviar um comentário