
Nesta longa caminhada, subindo a encosta da vida, aprendo em cada passada, a certeza duma busca perdida.
O corpo, cansado, dos passos que deu, a alma pesada pelos séculos que perdeu.
Procuro encontrar o caminho de volta à casa das palavras, onde deixei, escritos e formulas, em épocas passadas.
Quero sentar, sobre a velha cadeira, pousar a minha mão sobre a pena, deixar nas páginas vazias, o cheiro da tinta, com sabor de palavras que carrego dentro.
Quero perder-me a contemplar, da janela, o luar, e a floresta que desenhei, sentindo o vento soprar.
Ao meu castelo quero voltar, por lá deixei os sentidos, que agora que ando perdida, preciso encontrar.
Nas noites etéreas, em que me sento e descanso, solto no vento o meu pranto, deixo a alma vaguear, por todo este mar de desencantos.
As telas não desenhadas, campos estéreis, esperam pela minha mão, para desenhar sobre elas os traços de ti, que encontrei espalhados por aí.
Em vidas, outrora vividas, colhi as histórias, sentimentos e palavras, que carrego comigo, sempre que regresso ao lugar onde um dia comecei a caminhar, nesta busca perdida para te encontrar.
Caminhos distantes, lugares recondidos, gravaram-me na alma o sabor dos instantes, o gosto de outros seres, e os pedaços perdidos que de ti fui encontrando ao longo desta viagem imensa que mais uma vez chega ao fim.
Não existe final, sem um novo início, e hoje, quando o Sol me despertar, recomeçarei de novo, a caminhar.
1 comentário:
"Não existe final sem um novo início", isso me dá forças para lutar, pois não engordei 1 grama sequer. Continuo nos 38. Mas fiz um post legal.
Apareça:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
Um beijo,
Rê
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