sexta-feira, 25 de julho de 2008


Ocultas-te , por detrás desse olhar, envolto numa névoa de mistérios.
Ofereces-me o corpo, como se apenas ele me saciasse.
Peço-te a alma, que insistes em ocultar detrás do teu peito desnudo.
Escondes-te, cobres-te com o véu da sedução, deixando transparecer o interior fechado numa barreira de cristal que me permite apenas contemplar o brilho que irradia do centro do teu mundo.
Descubro-te, em cada troca de olhares, nos sentidos que reprimes e não queres mostrar.
No momento em que a minha alma trespassa o teu corpo como um sabre que não fere.
Descubro-te, em cada rosto de homem, em cada palavra que não pronuncio, em cada instante que não vivo.
A cada passo, sinto-te o perfume, encontro o toque da tua pele na seda que me acaricia.
Aguardo-te, gosto de ver-te chegar, quando o dia cede sobre a noite que de mansinho o adormece.
Caminhas com a suavidade da brisa da tarde, com a leveza duma pluma.

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